SOMOS TODOS
MARTA E, ALGUMAS VEZES, MARIA (Evangelho de João, capítulo11)
Muitas vezes ouvimos julgamentos a Marta baseados em apenas um único evento:
quando Jesus e os seus discípulos são recebidos por ela em sua casa. Preocupada
em servir o melhor para todos, Marta reclama a Jesus sobre a falta de ajuda de
sua irmã, Maria, que estava aos pés do Mestre desfrutando do banquete
espiritual.
Marta prossegue na sua incredulidade, mesmo diante da ordem de Jesus: “Tirai a pedra.” Ela responde: “Senhor, já cheira mal, pois está ali há quatro dias.”
Jesus lhe traz à memória a promessa feita apenas alguns minutos antes: (parafraseando) “Eu não te prometi que, se creres, verás a glória de Deus?”
Mesmo tendo confessado que Deus responderia a Jesus, Marta ainda demonstra dúvida ao dizer: “Já cheira mal.”
Com um ensinamento de uma confiança absoluta no Pai, Jesus
prossegue:
“Pai, Eu
Te agradeço porque Me ouviste. Eu sei que sempre Me ouves, mas disse isso por
causa do povo que está aqui, para que eles creiam que Tu Me enviaste.”
Neste diálogo divino, espelhamos Marta nas nossas próprias oscilações de
fé. Imediatamente após uma declaração de fé absoluta — de que Jesus seria
atendido pelo Pai —, ela não compreendeu que Ele estava falando do milagre que
realizaria naquele exato momento.
Somos exatamente como Marta, principalmente nos momentos em
que só o mover sobrenatural de Deus pode mudar a nossa história. Mas,
finalmente, como Marta e Pedro, também proclamamos com toda a convicção: “...eu
tenho crido que tu és o Cristo, o Filho de Deus que devia vir ao mundo” ou
“Tu és o Cristo, o Filho do Deus vivo” (Mateus 16:16).
Esta
convicção absoluta só podemos adquirir se, como Maria, nos dedicarmos a escutar
os preciosos ensinamentos aos pés do Mestre Jesus. É na intimidade com Ele que
brota a nossa sede pelo conhecimento de Deus.
Guiomar
Barba
16.09.26