terça-feira, 21 de abril de 2026

 

JEOVÁ JIREH

 Em agosto de dois mil e vinte e três, meu marido, David Barba, foi diagnosticado com câncer de próstata, escore de Gleason 9. Era necessária uma cirurgia o mais rápido possível. Nosso filho, Daniel Barba, fazia residência em Anestesiologia em Salvador – BA, no Hospital Santa Isabel, um dos melhores do Brasil, onde David se submeteria à cirurgia.

No entanto, sabemos que pode haver uma longa espera quando se depende do SUS. Portanto, nosso filho, o residente Daniel Barba, decidiu, junto ao nosso primogênito, econ. Renato Barba, custear uma cirurgia robótica com suas economias, visando melhor controle do procedimento, menor tempo de internação, além de reduzir o risco de infecções hospitalares e complicações decorrentes da superlotação.

O valor total de uma cirurgia robótica pode variar de quarenta a noventa mil reais, dependendo da estrutura de um centro de referência. Vale destacar que o Hospital Santa Isabel é um dos melhores do Nordeste e tem grande destaque no Brasil. Ainda havia, também, todos os exames particulares que antecedem a cirurgia, além de uma infinidade de medicamentos.

O valor era alto. Muito alto. Humanamente, impossível.

Mas Deus já estava provendo.

DEUS QUE PROVÊ

Um dos urologistas do Hospital Santa Isabel, Dr. Daniel Porto, conversou sobre a necessidade da cirurgia do pai do residente Daniel Barba com o Dr. Luiz Eduardo Café Cardoso Pinto — profissional de notável formação acadêmica, com experiência em câncer urológico, laparoscopia urológica, cirurgia robótica e endourologia, tendo realizado mais de 1.600 prostatectomias radicais, dentre mais de 5.000 pacientes operados.

Apesar de sua agenda intensa, ele prontamente se dispôs não apenas a realizar a cirurgia robótica, como também a fazê-la como um gesto de cortesia, ou seja, gratuitamente.

Da mesma forma, o anestesista Joaquim Muricy, professor do residente Daniel Barba, ofereceu seu tempo e serviço sem custos. A eles, a nossa eterna gratidão.

Restava, então, o pagamento de vinte e dois mil reais ao hospital, para cobrir equipamentos, uso do robô, UTI, internação, entre outros custos.

A família do meu marido, por parte de pai (Paulo Barba, já falecido), ao ser informada sobre a gravidade do câncer e da cirurgia, decidiu, entre irmãos, contribuir com mais de nove mil reais. Esse valor foi arredondado para dez mil reais por Herman Céspedes, irmão do meu marido por parte de mãe, que, juntamente com sua família, já havia contribuído anteriormente com dois mil reais.

 

Ao saber da cirurgia de David, um amigo precioso, Naildo Macedo, irmão de nossa cunhada Nilza Rocha, junto com sua esposa, Dra. Célia Neves, nos enviou a quantia de três mil reais. Recebemos também duzentos e cinquenta reais de nossa grande amiga Antonieta Borges, o que muito nos emocionou, especialmente por sabermos que ela não atravessava um momento financeiro favorável.

Como havia nos prevenido o cirurgião, Dr. Luiz Eduardo Café, foi detectado, há seis meses, por meio de um exame de sangue, o retorno do tumor ainda em fase microscópica. Assim, meu marido foi submetido à radioterapia pelo SUS, novamente no Hospital Santa Isabel, que também possui parcerias com empresas e instituições para ampliar o atendimento.

Percebemos a excelente administração por meio dos espaços oncológicos e o atendimento humanizado de todos os profissionais de saúde, incluindo a equipe de acolhimento, sem qualquer influência de “padrinhos”. Graças a toda essa equipe multidisciplinar e, principalmente, a Deus, autor da vida, meu marido está curado.

“Não se preocupem com nada; em vez disso, orem a Deus, pedindo aquilo de que precisam e agradecendo-Lhe por tudo o que Ele já fez.” Filipenses 4:6

 

 

 


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quarta-feira, 26 de novembro de 2025

 

: A troca de quarto que me salvou

Um rapaz esteve conosco no D.J.P. (Desafio Jovem Peniel) por um determinado tempo. Era considerado um bandido perigoso. Segundo ele, o ferro que carregava na perna era resultado de uma troca de tiros com a polícia. Lutamos para conduzi-lo a um novo caminho, mas ele decidiu voltar ao seu descaminho.

Um dia ele retornou ao Desafio pedindo ao obreiro que administrava o centro que lhe desse algum dinheiro para ajudar uma senhora idosa que o hospedava. O diretor me chamou e disse que eu deveria negar o pedido.

Expliquei ao rapaz que ele conhecia a realidade do D.J.P., sabia que vivíamos de doações de simpatizantes do ministério e que não tínhamos recursos para ajudar outras pessoas. (Também imaginávamos que a história não fosse verdadeira.)

Com um olhar frio, ele me ameaçou dizendo que um dia me encontraria sozinha na rua — e foi embora.

O Desafio estava situado em um bairro nobre do Recife, em uma casa bonita, pertencente a um empresário bem-sucedido. Eu dormia no segundo piso, em um pequeno e aconchegante quarto com uma janela que dava diretamente para o telhado de uma casa vizinha. Nunca imaginei que aquele telhado pudesse servir de ponte para um assaltante entrar no meu quarto.

Um dia, por pura providência divina, senti que deveria mudar de quarto. Havia outro, totalmente gradeado, voltado para a rua, e decidi ocupar aquele.

Naquela madrugada, o rapaz entrou no quarto que eu havia deixado, armado com um punhal. Acordou o obreiro — um jovem muito temente a Deus, tranquilo — e o ameaçou de morte. O obreiro apenas respondeu:

“Você está com o punhal… o que eu posso fazer?”

Depois de obrigá-lo a descer e aterrorizá-lo, foi embora, pois o seu alvo, na verdade, era eu.

 

Ele ainda voltou duas vezes. Em uma delas, fez o que quis, sem que ninguém lhe oferecesse resistência. Na segunda vez, eu estava sozinha na sala, escrevendo em um antigo birô, quando ele apareceu na janela e fez barulho para chamar minha atenção.

Naquele momento meu sangue ferveu e, tomada por uma coragem que não sei explicar, gritei:

“Olha aqui, seu cabra safado! Você vem aqui, apronta, e nenhum macho lhe oferece resistência… mas entre agora e veja do que é capaz uma fêmea!”

(Não tenho a mínima ideia do que eu seria capaz de fazer! Kkkkkkkkkkkk.)

Ele recuou covardemente, dizendo:

“Que é isso, Guiomar?”

E desapareceu. Nunca mais voltou.

“Em Deus, cuja palavra eu louvo; em Deus eu confio e não temerei. Que poderá fazer-me o simples mortal?” (Salmos 56:4)

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O PITBULL 

Morávamos no Janga, bairro de Olinda, à beira mar. Um dia saímos, eu e o meu marido para uma caminhada na praia. Estávamos parados na areia, quando vimos um dos pitbull de um vizinho vindo em nossa direção, como numa cena só vista em filmes. O cão parecia muito furioso. O pavor tomou conta de nós! Quando ele estava a poucos metros de distância, estendi um braço em direção a ele e lhe dei uma ordem que não lembro qual, mas sei que foi em o Nome de Jesus. Ele parou por um instante. No entanto, sentimos que ainda havia uma ameaça, foi quando ele voou em nossa direção, então com toda autoridade do Espírito Santo, eu lhe ordenei que parasse, e imediatamente ele parou. Apareceu então, uma empregada bem irresponsável que começou a chamá-lo pelo nome. Segundo soubemos depois, ela havia aberto o portão sem o mínimo cuidado; mesmo sabendo que a uma semana atrás, se não me falha a memória, ele havia matado violentamente, o cãozinho de uma senhora que passeava pela praia. 


“Eis que o meu Deus enviou o seu anjo, e este fechou a boca dos leões para que não me ferissem.” (Daniel 6.22)


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COLHENDO O QUE SEMEOU

Quando eu era missionária em uma determinada igreja, estava na sala de aconselhamento — onde atendia as pessoas que nos procuravam — quando chegou uma senhora com aparência profundamente desolada.
Entre lágrimas, ela desfiou seu triste rosário de dores: contou que o marido estava a abandonando por outra mulher e o quanto a vinha humilhando e machucando. Empatizei imediatamente com a dor daquela senhora.

Foi então que ouvi uma voz bem conhecida, clara e objetiva, ordenando-me:
“Pergunte a ela se conheceu esse homem quando ele era solteiro ou se entrou na família dele, destruindo-a.”

Olhei bem dentro dos olhos daquela mulher e fiz exatamente o que me foi mandado.
Ela respondeu, curta e diretamente:
“Não. Eu entrei e destruí.”

A mesma voz me disse:
“Diga a ela que está colhendo o que semeou.”

Alguém poderia me perguntar: “E o marido dela? Ele não sofrerá as consequências dos seus adultérios?”
Ele não me procurou. Mas, com certeza, Deus não tem dois pesos e duas medidas.

“Quem semeia a injustiça colhe a maldade; o castigo da sua arrogância será completo.” (Provérbios 22:8)

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A FÉ DO NOSSO FILHO RENATO
Quando a fé de uma criança nos ensina sobre Deus

Quando Renato era criança, estudava no Colégio Agnes, em Recife. Como cristãos, ensinamo-lo a ter fé em Deus em todas as esferas da vida. No Agnes, todos os dias ele participava, com muita dedicação e fé, dos cultos que eram ministrados pelas professoras. Nosso filho tinha convicção de que Deus era fiel e cuidava de nós.

Todos os dias eu ou David íamos buscá-lo no Agnes, após as aulas. Em determinado dia, David viajou para uma cidade a pouca distância de Recife, prometendo ir buscar Renato quando voltasse. Algo aconteceu e ele não pôde retornar no prazo certo e, por algum motivo, não me comunicou.

Incomodada com o horário, decidi ir ao colégio que, graças a Deus, não ficava distante. Fui quase correndo, porque meu coração estava apertado ao ver que eles não chegavam em casa.

Ao chegar lá, avistei logo Renato, sentadinho em um banco do pátio, junto a uma auxiliar. Ele me olhou com um olhar que nunca vou esquecer: profundamente triste. Abracei-o forte, pedi desculpas à auxiliar e voltamos para casa.

No dia seguinte, como de costume, convidei Renato para orarmos antes de levá-lo ao Agnes. Ele, decididamente, me disse:

— Não! Eu não quero que ore!

Sem entender, perguntei o motivo, ao que ele respondeu:

— Ontem Deus não cuidou de mim!

Naquele momento, tive duas certezas. A primeira: que meu filho tinha fé absoluta de que Deus ouvia as nossas orações. A segunda: que eu precisava de sabedoria para ajudá-lo a não perder aquela confiança e fé em Deus.

Perguntei-lhe então se ele havia ficado, em algum momento, sozinho naquele colégio. Ele respondeu que não. Perguntei também se algo de mal lhe havia acontecido durante a espera. Novamente ele respondeu negativamente.

Então mostrei que Deus havia, sim, cuidado dele através daquela auxiliar que permaneceu ao seu lado até que um de seus pais chegasse para buscá-lo. Sabemos que muitas coisas tristes podem acontecer em colégios, mesmo nos mais conceituados.

Renato raciocinou rapidamente sobre meus argumentos e, com sensibilidade, me liberou para fazer a oração de costume.

“Até a criança mostra o que é por suas ações; o seu procedimento revelará se ela é pura e justa.”
Provérbios 20:11


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O TRAUMA DE FOGOS

Estava conversando com uma amiga na pequena sala do nosso apartamento, enquanto nosso filho Renato e Bruno, meu sobrinho, agachados perto de nós, pareciam brincar inocentemente. Eu estava grávida do Daniel — não recordo de quantas semanas — mas lembro que minha barriga estava enorme; quando, de repente, ouvimos uma explosão ensurdecedora e vimos toda a sala se encher de fumaça.
Simplesmente os dois moleques haviam estourado uma bomba bem ali, aos nossos pés. Minha amiga foi embora desesperada, sem despedidas.

Fui ao meu ginecologista e contei o que havia acontecido. Ele me perguntou qual tinha sido a minha reação. Respondi que apenas tomei um grande susto, nada mais. Então ele me disse que o bebê havia sofrido somente o que eu havia sofrido — nada mais sério.

Finalmente chegou Daniel: forte, saudável, enchendo nossas vidas de alegria e gratidão a Deus. Renato, com seus quatro anos, acostumado com todas as atenções voltadas para ele, não teve problemas em dividi-las com o irmãozinho, apesar das previsões de uma amiga psiquiatra de que eu teria muitas dificuldades por causa dos supostos ciúmes de Renato.

O tempo foi passando, e comecei a perceber que, sempre nas épocas comemoradas com muitos fogos, Dani tomava a posição fetal e chorava como um bebê. Eu já havia esquecido totalmente o episódio da bomba. Com o passar do tempo, aquilo começou a me incomodar muito. Então recorri a Deus, que, como ninguém, conhece a nossa psique desde o ventre materno. Foi quando me lembrei do incidente.

Chamei Renato, contei a história ao Dani; em seguida, Renato o abraçou, pedindo-lhe perdão. Nós três oramos juntos. Daniel ficou totalmente curado daquele trauma — passando até a me “preocupar” com o gosto que ele adquiriu por soltar fogos junto com o Tito Baba (nome que ele deu ao Renato quando ainda era bem pequeno).

“O Espírito do Senhor está sobre Mim, porquanto enviou-Me para proclamar libertação aos cativos, para pôr em liberdade os oprimidos.” (Lucas 4:18).

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 SÓ ESPERANDO A SALVAÇÃO

Quando trabalhávamos no Desafio Jovem Peniel, em Belo Horizonte, um dos internos foi hospitalizado e fui visitá-lo. Enquanto eu estava sentada, notei no leito ao lado um senhor de idade avançada, coberto de fios e sondas, rodeado por monitores e aparelhos. Percebi que seu estado era grave, mas o que mais me constrangia era o olhar dele fixo sobre mim — e, por alguma razão, eu também não conseguia desviar o meu olhar dele. Sem saber o que fazer por ele, fui embora.

No entanto, aquele senhor não saiu da minha mente durante toda a noite e também pela manhã. Resolvi voltar ao Hospital Evangélico. Quando cheguei, ele continuava no mesmo leito, mas desta vez acompanhado de sua esposa. Assim que me viu, fixou novamente o olhar em mim. Então não tive dúvidas. Levantei-me e perguntei à esposa se eu poderia falar de Jesus para ele. Ela consentiu.

Quando comecei a falar sobre a morte de Jesus para perdão dos nossos pecados, aquele senhor começou a chorar compulsivamente. Assustada — sem saber se aquilo poderia prejudicá-lo — perguntei à esposa se eu deveria continuar. Ela respondeu:

Sim, minha filha! O problema dele é coração, e chorar vai lhe fazer bem!

Continuei, então, falando sobre o amor de Deus, que enviou Jesus para perdoar-lhe os pecados.

Como ele não podia falar, pedi que cerrasse ou abrisse os olhos a cada pergunta que eu fizesse. Então perguntei se ele tinha certeza de que, ao partir desta vida, iria morar com Jesus nos céus. Ele respondeu negativamente. Perguntei se desejava arrepender-se dos seus pecados e pedir perdão. Chorando, respondeu que sim. Pedi-lhe que repetisse a oração que eu faria. Entre soluços, ele orou comigo.

Ao terminar, perguntei se estava em paz e se tinha certeza de que, ao morrer, estaria para sempre com Jesus. Ele cerrou os olhos com uma paz perfeita refletida em seu semblante.

Eu havia ido ao hospital acompanhada de um colega da Peniel. Naquele quarto havia também outro senhor, em um leito mais afastado, e ele não parecia estar em situação grave. Ao ouvir que eu estava pregando, chamou meu colega e pediu que ele também lhe explicasse o que eu estava dizendo ao seu vizinho de quarto. Meu amigo o atendeu prontamente, apresentando-lhe o plano de salvação. Aquele homem recebeu a Palavra com o coração totalmente aberto, aceitando Jesus como Salvador.

Ficamos extasiados com o amor de Deus — Sua longanimidade, bondade e misericórdia para com aquelas vidas. Logo depois que saímos do hospital, aqueles dois filhos do Altíssimo foram levados para a glória eterna!

“Mas Deus, que é rico em misericórdia, por causa do seu grande amor com que nos amou, mesmo estando mortos em delitos, nos fez vivos juntamente com Cristo (pela graça sois salvos).” (Efésios 2:4–5)

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