terça-feira, 25 de agosto de 2026

                                                   


 

                                BETEL LUGAR DE PROMESSAS

Enquanto estivermos na nossa caminhada neste mundo, o nosso Deus sempre há de preparar para nós um encontro em Betel, lugar de promessas.

“Eis que Eu estou contigo, e te guardarei por onde quer que fores, e te farei voltar a esta terra, porque não te desampararei, até cumprir Eu aquilo que te hei referido.” Gênesis 28:15.

Quando estivermos desfrutando das bênçãos recebidas em Betel, jamais devemos esquecer de erguer o altar de gratidão e louvor em nosso coração.

“Levantemo-nos e subamos a Betel. Farei ali um altar ao Deus que me respondeu no dia da minha angústia e me acompanhou no caminho por onde andei.” Gênesis 35:3.

                   ÀS VEZES, A VITÓRIA NOS DEIXA MARCAS. PORQUE NEM                                                          SEMPRE É BETEL.

Nem mesmo Jesus escapou das cicatrizes adquiridas na conquista pela nossa redenção, sendo Ele inocente.

“Veja, Eu gravei você nas palmas das minhas mãos; os seus muros estão sempre diante de Mim.” Isaías 49:16.

Na luta com o anjo, Jacó tinha um objetivo grandioso: ser abençoado por Deus. Ele estava ousadamente determinado quando disse ao anjo:

“Não te deixarei ir, enquanto não me abençoares.” Gêneses 32.26.

É nas nossas lutas mais gigantescas que temos a oportunidade de aprender mais sobre a dependência de Deus. Hoje, Deus continua nos falando:

“Porque assim diz o Senhor Deus, o Santo de Israel: Em vos converterdes e em sossegardes, está a vossa salvação; na tranquilidade e na confiança, a vossa força.”
Isaías 30:15.

Peniel não é lugar de desistência, mas de confiar que a nossa luta com Deus nos traz a certeza da vitória.

“Nenhum marinheiro aprende a dominar o mar navegando apenas em águas calmas.”  Provérbio escandinavo (nórdico).


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terça-feira, 18 de agosto de 2026

 





                                                              A CRUZ E O REINO DE DEUS

 
A cruz abre feridas. A cruz dói. Portanto, o Reino de Deus não é para os que querem permanecer vivos para si mesmos, mas para aqueles que estão dispostos a morrer para o próprio eu.

“Se o grão de trigo não cair na terra e não morrer, continuará ele só. Mas, se morrer, dará muito fruto.” João 12.24

Se não morrermos para nós mesmos, jamais viveremos plenamente a realidade do Reino de Deus.

“Se alguém quer ser meu seguidor, que esqueça os seus próprios interesses, esteja pronto cada dia para morrer como Eu vou morrer e Me acompanhe. Pois quem põe os seus próprios interesses em primeiro lugar nunca terá a vida verdadeira; mas quem esquece a si mesmo por minha causa terá a vida verdadeira.” Lucas 9.23-24.

A essência do Reino de Deus envolve renúncia e perda. Perdemos para ganhar. Morremos para viver. O Reino de Deus tem a sua marca na cruz.

Vivemos em uma época na qual o antropocentrismo tem se aproximado de uma espécie de “síndrome de Lúcifer”: muitos querem o trono de Deus e a fama de Jesus, mas jamais querem a cruz de Jesus ou a coroa de espinhos do Rei dos Reis.

A cruz é pesada. É humilhante. Ela vai matando, de maneira dolorosa e cruel, a nossa carne, o nosso orgulho, a nossa vontade de ocupar o centro.

Que Deus nos ajude a aceitar essa tão grandiosa morte: a morte do nosso próprio eu, para que Cristo viva em nós.

Jesus veio até nós com as mãos cheias de sangue. Que cheguemos diante dEle com as nossas mãos cheias de frutos de justiça.

Que sejamos pão partido com Ele e vinho derramado, levando ao mundo o alimento e a vida que somente Cristo pode oferecer.

Guiomar Barba

Cabo de St. Agostinho
08.08.2026

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terça-feira, 21 de abril de 2026

 

JEOVÁ JIREH

 Em agosto de dois mil e vinte e três, meu marido, David Barba, foi diagnosticado com câncer de próstata, escore de Gleason 9. Era necessária uma cirurgia o mais rápido possível. Nosso filho, Daniel Barba, fazia residência em Anestesiologia em Salvador – BA, no Hospital Santa Isabel, um dos melhores do Brasil, onde David se submeteria à cirurgia.

No entanto, sabemos que pode haver uma longa espera quando se depende do SUS. Portanto, nosso filho, o residente Daniel Barba, decidiu, junto ao nosso primogênito, econ. Renato Barba, custear uma cirurgia robótica com suas economias, visando melhor controle do procedimento, menor tempo de internação, além de reduzir o risco de infecções hospitalares e complicações decorrentes da superlotação.

O valor total de uma cirurgia robótica pode variar de quarenta a noventa mil reais, dependendo da estrutura de um centro de referência. Vale destacar que o Hospital Santa Isabel é um dos melhores do Nordeste e tem grande destaque no Brasil. Ainda havia, também, todos os exames particulares que antecedem a cirurgia, além de uma infinidade de medicamentos.

O valor era alto. Muito alto. Humanamente, impossível.

Mas Deus já estava provendo.

DEUS QUE PROVÊ

Um dos urologistas do Hospital Santa Isabel, Dr. Daniel Porto, conversou sobre a necessidade da cirurgia do pai do residente Daniel Barba com o Dr. Luiz Eduardo Café Cardoso Pinto — profissional de notável formação acadêmica, com experiência em câncer urológico, laparoscopia urológica, cirurgia robótica e endourologia, tendo realizado mais de 1.600 prostatectomias radicais, dentre mais de 5.000 pacientes operados.

Apesar de sua agenda intensa, ele prontamente se dispôs não apenas a realizar a cirurgia robótica, como também a fazê-la como um gesto de cortesia, ou seja, gratuitamente.

Da mesma forma, o anestesista Joaquim Muricy, professor do residente Daniel Barba, ofereceu seu tempo e serviço sem custos. A eles, a nossa eterna gratidão.

Restava, então, o pagamento de vinte e dois mil reais ao hospital, para cobrir equipamentos, uso do robô, UTI, internação, entre outros custos.

A família do meu marido, por parte de pai (Paulo Barba, já falecido), ao ser informada sobre a gravidade do câncer e da cirurgia, decidiu, entre irmãos, contribuir com mais de nove mil reais. Esse valor foi arredondado para dez mil reais por Herman Céspedes, irmão do meu marido por parte de mãe, que, juntamente com sua família, já havia contribuído anteriormente com dois mil reais.

 

Ao saber da cirurgia de David, um amigo precioso, Naildo Macedo, irmão de nossa cunhada Nilza Rocha, junto com sua esposa, Dra. Célia Neves, nos enviou a quantia de três mil reais. Recebemos também duzentos e cinquenta reais de nossa grande amiga Antonieta Borges, o que muito nos emocionou, especialmente por sabermos que ela não atravessava um momento financeiro favorável.

Como havia nos prevenido o cirurgião, Dr. Luiz Eduardo Café, foi detectado, há seis meses, por meio de um exame de sangue, o retorno do tumor ainda em fase microscópica. Assim, meu marido foi submetido à radioterapia pelo SUS, novamente no Hospital Santa Isabel, que também possui parcerias com empresas e instituições para ampliar o atendimento.

Percebemos a excelente administração por meio dos espaços oncológicos e o atendimento humanizado de todos os profissionais de saúde, incluindo a equipe de acolhimento, sem qualquer influência de “padrinhos”. Graças a toda essa equipe multidisciplinar e, principalmente, a Deus, autor da vida, meu marido está curado.

“Não se preocupem com nada; em vez disso, orem a Deus, pedindo aquilo de que precisam e agradecendo-Lhe por tudo o que Ele já fez.” Filipenses 4:6

 

 

 


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quarta-feira, 26 de novembro de 2025

 

: A troca de quarto que me salvou

Um rapaz esteve conosco no D.J.P. (Desafio Jovem Peniel) por um determinado tempo. Era considerado um bandido perigoso. Segundo ele, o ferro que carregava na perna era resultado de uma troca de tiros com a polícia. Lutamos para conduzi-lo a um novo caminho, mas ele decidiu voltar ao seu descaminho.

Um dia ele retornou ao Desafio pedindo ao obreiro que administrava o centro que lhe desse algum dinheiro para ajudar uma senhora idosa que o hospedava. O diretor me chamou e disse que eu deveria negar o pedido.

Expliquei ao rapaz que ele conhecia a realidade do D.J.P., sabia que vivíamos de doações de simpatizantes do ministério e que não tínhamos recursos para ajudar outras pessoas. (Também imaginávamos que a história não fosse verdadeira.)

Com um olhar frio, ele me ameaçou dizendo que um dia me encontraria sozinha na rua — e foi embora.

O Desafio estava situado em um bairro nobre do Recife, em uma casa bonita, pertencente a um empresário bem-sucedido. Eu dormia no segundo piso, em um pequeno e aconchegante quarto com uma janela que dava diretamente para o telhado de uma casa vizinha. Nunca imaginei que aquele telhado pudesse servir de ponte para um assaltante entrar no meu quarto.

Um dia, por pura providência divina, senti que deveria mudar de quarto. Havia outro, totalmente gradeado, voltado para a rua, e decidi ocupar aquele.

Naquela madrugada, o rapaz entrou no quarto que eu havia deixado, armado com um punhal. Acordou o obreiro — um jovem muito temente a Deus, tranquilo — e o ameaçou de morte. O obreiro apenas respondeu:

“Você está com o punhal… o que eu posso fazer?”

Depois de obrigá-lo a descer e aterrorizá-lo, foi embora, pois o seu alvo, na verdade, era eu.

 

Ele ainda voltou duas vezes. Em uma delas, fez o que quis, sem que ninguém lhe oferecesse resistência. Na segunda vez, eu estava sozinha na sala, escrevendo em um antigo birô, quando ele apareceu na janela e fez barulho para chamar minha atenção.

Naquele momento meu sangue ferveu e, tomada por uma coragem que não sei explicar, gritei:

“Olha aqui, seu cabra safado! Você vem aqui, apronta, e nenhum macho lhe oferece resistência… mas entre agora e veja do que é capaz uma fêmea!”

(Não tenho a mínima ideia do que eu seria capaz de fazer! Kkkkkkkkkkkk.)

Ele recuou covardemente, dizendo:

“Que é isso, Guiomar?”

E desapareceu. Nunca mais voltou.

“Em Deus, cuja palavra eu louvo; em Deus eu confio e não temerei. Que poderá fazer-me o simples mortal?” (Salmos 56:4)

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O PITBULL 

Morávamos no Janga, bairro de Olinda, à beira mar. Um dia saímos, eu e o meu marido para uma caminhada na praia. Estávamos parados na areia, quando vimos um dos pitbull de um vizinho vindo em nossa direção, como numa cena só vista em filmes. O cão parecia muito furioso. O pavor tomou conta de nós! Quando ele estava a poucos metros de distância, estendi um braço em direção a ele e lhe dei uma ordem que não lembro qual, mas sei que foi em o Nome de Jesus. Ele parou por um instante. No entanto, sentimos que ainda havia uma ameaça, foi quando ele voou em nossa direção, então com toda autoridade do Espírito Santo, eu lhe ordenei que parasse, e imediatamente ele parou. Apareceu então, uma empregada bem irresponsável que começou a chamá-lo pelo nome. Segundo soubemos depois, ela havia aberto o portão sem o mínimo cuidado; mesmo sabendo que a uma semana atrás, se não me falha a memória, ele havia matado violentamente, o cãozinho de uma senhora que passeava pela praia. 


“Eis que o meu Deus enviou o seu anjo, e este fechou a boca dos leões para que não me ferissem.” (Daniel 6.22)


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COLHENDO O QUE SEMEOU

Quando eu era missionária em uma determinada igreja, estava na sala de aconselhamento — onde atendia as pessoas que nos procuravam — quando chegou uma senhora com aparência profundamente desolada.
Entre lágrimas, ela desfiou seu triste rosário de dores: contou que o marido estava a abandonando por outra mulher e o quanto a vinha humilhando e machucando. Empatizei imediatamente com a dor daquela senhora.

Foi então que ouvi uma voz bem conhecida, clara e objetiva, ordenando-me:
“Pergunte a ela se conheceu esse homem quando ele era solteiro ou se entrou na família dele, destruindo-a.”

Olhei bem dentro dos olhos daquela mulher e fiz exatamente o que me foi mandado.
Ela respondeu, curta e diretamente:
“Não. Eu entrei e destruí.”

A mesma voz me disse:
“Diga a ela que está colhendo o que semeou.”

Alguém poderia me perguntar: “E o marido dela? Ele não sofrerá as consequências dos seus adultérios?”
Ele não me procurou. Mas, com certeza, Deus não tem dois pesos e duas medidas.

“Quem semeia a injustiça colhe a maldade; o castigo da sua arrogância será completo.” (Provérbios 22:8)

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A FÉ DO NOSSO FILHO RENATO
Quando a fé de uma criança nos ensina sobre Deus

Quando Renato era criança, estudava no Colégio Agnes, em Recife. Como cristãos, ensinamo-lo a ter fé em Deus em todas as esferas da vida. No Agnes, todos os dias ele participava, com muita dedicação e fé, dos cultos que eram ministrados pelas professoras. Nosso filho tinha convicção de que Deus era fiel e cuidava de nós.

Todos os dias eu ou David íamos buscá-lo no Agnes, após as aulas. Em determinado dia, David viajou para uma cidade a pouca distância de Recife, prometendo ir buscar Renato quando voltasse. Algo aconteceu e ele não pôde retornar no prazo certo e, por algum motivo, não me comunicou.

Incomodada com o horário, decidi ir ao colégio que, graças a Deus, não ficava distante. Fui quase correndo, porque meu coração estava apertado ao ver que eles não chegavam em casa.

Ao chegar lá, avistei logo Renato, sentadinho em um banco do pátio, junto a uma auxiliar. Ele me olhou com um olhar que nunca vou esquecer: profundamente triste. Abracei-o forte, pedi desculpas à auxiliar e voltamos para casa.

No dia seguinte, como de costume, convidei Renato para orarmos antes de levá-lo ao Agnes. Ele, decididamente, me disse:

— Não! Eu não quero que ore!

Sem entender, perguntei o motivo, ao que ele respondeu:

— Ontem Deus não cuidou de mim!

Naquele momento, tive duas certezas. A primeira: que meu filho tinha fé absoluta de que Deus ouvia as nossas orações. A segunda: que eu precisava de sabedoria para ajudá-lo a não perder aquela confiança e fé em Deus.

Perguntei-lhe então se ele havia ficado, em algum momento, sozinho naquele colégio. Ele respondeu que não. Perguntei também se algo de mal lhe havia acontecido durante a espera. Novamente ele respondeu negativamente.

Então mostrei que Deus havia, sim, cuidado dele através daquela auxiliar que permaneceu ao seu lado até que um de seus pais chegasse para buscá-lo. Sabemos que muitas coisas tristes podem acontecer em colégios, mesmo nos mais conceituados.

Renato raciocinou rapidamente sobre meus argumentos e, com sensibilidade, me liberou para fazer a oração de costume.

“Até a criança mostra o que é por suas ações; o seu procedimento revelará se ela é pura e justa.”
Provérbios 20:11


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