A FÉ DO NOSSO FILHO RENATO
Quando a fé de uma criança nos ensina sobre Deus
Quando Renato era criança, estudava no Colégio Agnes, em Recife. Como cristãos, ensinamo-lo a ter fé em Deus em todas as esferas da vida. No Agnes, todos os dias ele participava, com muita dedicação e fé, dos cultos que eram ministrados pelas professoras. Nosso filho tinha convicção de que Deus era fiel e cuidava de nós.
Todos os dias eu ou David íamos buscá-lo no Agnes, após as aulas. Em determinado dia, David viajou para uma cidade a pouca distância de Recife, prometendo ir buscar Renato quando voltasse. Algo aconteceu e ele não pôde retornar no prazo certo e, por algum motivo, não me comunicou.
Incomodada com o horário, decidi ir ao colégio que, graças a Deus, não ficava distante. Fui quase correndo, porque meu coração estava apertado ao ver que eles não chegavam em casa.
Ao chegar lá, avistei logo Renato, sentadinho em um banco do pátio, junto a uma auxiliar. Ele me olhou com um olhar que nunca vou esquecer: profundamente triste. Abracei-o forte, pedi desculpas à auxiliar e voltamos para casa.
No dia seguinte, como de costume, convidei Renato para orarmos antes de levá-lo ao Agnes. Ele, decididamente, me disse:
— Não! Eu não quero que ore!
Sem entender, perguntei o motivo, ao que ele respondeu:
— Ontem Deus não cuidou de mim!
Naquele momento, tive duas certezas. A primeira: que meu filho tinha fé absoluta de que Deus ouvia as nossas orações. A segunda: que eu precisava de sabedoria para ajudá-lo a não perder aquela confiança e fé em Deus.
Perguntei-lhe então se ele havia ficado, em algum momento, sozinho naquele colégio. Ele respondeu que não. Perguntei também se algo de mal lhe havia acontecido durante a espera. Novamente ele respondeu negativamente.
Então mostrei que Deus havia, sim, cuidado dele através daquela auxiliar que permaneceu ao seu lado até que um de seus pais chegasse para buscá-lo. Sabemos que muitas coisas tristes podem acontecer em colégios, mesmo nos mais conceituados.
Renato raciocinou rapidamente sobre meus argumentos e, com sensibilidade, me liberou para fazer a oração de costume.
“Até a criança mostra o que é por suas ações; o seu procedimento revelará se ela é pura e justa.”
Provérbios 20:11
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