SÓ ESPERANDO A SALVAÇÃO
Quando trabalhávamos no Desafio Jovem Peniel, em Belo Horizonte, um dos internos foi hospitalizado e fui visitá-lo. Enquanto eu estava sentada, notei no leito ao lado um senhor de idade avançada, coberto de fios e sondas, rodeado por monitores e aparelhos. Percebi que seu estado era grave, mas o que mais me constrangia era o olhar dele fixo sobre mim — e, por alguma razão, eu também não conseguia desviar o meu olhar dele. Sem saber o que fazer por ele, fui embora.
No entanto, aquele senhor não saiu da minha mente durante toda a noite e também pela manhã. Resolvi voltar ao Hospital Evangélico. Quando cheguei, ele continuava no mesmo leito, mas desta vez acompanhado de sua esposa. Assim que me viu, fixou novamente o olhar em mim. Então não tive dúvidas. Levantei-me e perguntei à esposa se eu poderia falar de Jesus para ele. Ela consentiu.
Quando comecei a falar sobre a morte de Jesus para perdão dos nossos pecados, aquele senhor começou a chorar compulsivamente. Assustada — sem saber se aquilo poderia prejudicá-lo — perguntei à esposa se eu deveria continuar. Ela respondeu:
— Sim, minha filha! O problema dele é coração, e chorar vai lhe fazer bem!
Continuei, então, falando sobre o amor de Deus, que enviou Jesus para perdoar-lhe os pecados.
Como ele não podia falar, pedi que cerrasse ou abrisse os olhos a cada pergunta que eu fizesse. Então perguntei se ele tinha certeza de que, ao partir desta vida, iria morar com Jesus nos céus. Ele respondeu negativamente. Perguntei se desejava arrepender-se dos seus pecados e pedir perdão. Chorando, respondeu que sim. Pedi-lhe que repetisse a oração que eu faria. Entre soluços, ele orou comigo.
Ao terminar, perguntei se estava em paz e se tinha certeza de que, ao morrer, estaria para sempre com Jesus. Ele cerrou os olhos com uma paz perfeita refletida em seu semblante.
Eu havia ido ao hospital acompanhada de um colega da Peniel. Naquele quarto havia também outro senhor, em um leito mais afastado, e ele não parecia estar em situação grave. Ao ouvir que eu estava pregando, chamou meu colega e pediu que ele também lhe explicasse o que eu estava dizendo ao seu vizinho de quarto. Meu amigo o atendeu prontamente, apresentando-lhe o plano de salvação. Aquele homem recebeu a Palavra com o coração totalmente aberto, aceitando Jesus como Salvador.
Ficamos extasiados com o amor de Deus — Sua longanimidade, bondade e misericórdia para com aquelas vidas. Logo depois que saímos do hospital, aqueles dois filhos do Altíssimo foram levados para a glória eterna!
“Mas Deus, que é rico em misericórdia, por causa do seu grande amor com que nos amou, mesmo estando mortos em delitos, nos fez vivos juntamente com Cristo (pela graça sois salvos).” (Efésios 2:4–5)
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