quarta-feira, 26 de novembro de 2025

 

: A troca de quarto que me salvou

Um rapaz esteve conosco no D.J.P. (Desafio Jovem Peniel) por um determinado tempo. Era considerado um bandido perigoso. Segundo ele, o ferro que carregava na perna era resultado de uma troca de tiros com a polícia. Lutamos para conduzi-lo a um novo caminho, mas ele decidiu voltar ao seu descaminho.

Um dia ele retornou ao Desafio pedindo ao obreiro que administrava o centro que lhe desse algum dinheiro para ajudar uma senhora idosa que o hospedava. O diretor me chamou e disse que eu deveria negar o pedido.

Expliquei ao rapaz que ele conhecia a realidade do D.J.P., sabia que vivíamos de doações de simpatizantes do ministério e que não tínhamos recursos para ajudar outras pessoas. (Também imaginávamos que a história não fosse verdadeira.)

Com um olhar frio, ele me ameaçou dizendo que um dia me encontraria sozinha na rua — e foi embora.

O Desafio estava situado em um bairro nobre do Recife, em uma casa bonita, pertencente a um empresário bem-sucedido. Eu dormia no segundo piso, em um pequeno e aconchegante quarto com uma janela que dava diretamente para o telhado de uma casa vizinha. Nunca imaginei que aquele telhado pudesse servir de ponte para um assaltante entrar no meu quarto.

Um dia, por pura providência divina, senti que deveria mudar de quarto. Havia outro, totalmente gradeado, voltado para a rua, e decidi ocupar aquele.

Naquela madrugada, o rapaz entrou no quarto que eu havia deixado, armado com um punhal. Acordou o obreiro — um jovem muito temente a Deus, tranquilo — e o ameaçou de morte. O obreiro apenas respondeu:

“Você está com o punhal… o que eu posso fazer?”

Depois de obrigá-lo a descer e aterrorizá-lo, foi embora, pois o seu alvo, na verdade, era eu.

 

Ele ainda voltou duas vezes. Em uma delas, fez o que quis, sem que ninguém lhe oferecesse resistência. Na segunda vez, eu estava sozinha na sala, escrevendo em um antigo birô, quando ele apareceu na janela e fez barulho para chamar minha atenção.

Naquele momento meu sangue ferveu e, tomada por uma coragem que não sei explicar, gritei:

“Olha aqui, seu cabra safado! Você vem aqui, apronta, e nenhum macho lhe oferece resistência… mas entre agora e veja do que é capaz uma fêmea!”

(Não tenho a mínima ideia do que eu seria capaz de fazer! Kkkkkkkkkkkk.)

Ele recuou covardemente, dizendo:

“Que é isso, Guiomar?”

E desapareceu. Nunca mais voltou.

“Em Deus, cuja palavra eu louvo; em Deus eu confio e não temerei. Que poderá fazer-me o simples mortal?” (Salmos 56:4)




Subscribe to Our Blog Updates!




Share this article!

Nenhum comentário:

Retornar para o topo da Página
Powered By Blogger | Design by Genesis Awesome | Blogger Template by Lord HTML