sexta-feira, 28 de agosto de 2026




                                   FALTA-NOS FÉ OU COMPAIXÃO?

"Pedro e João subiam ao templo para a oração da hora nona. Era levado um homem, coxo de nascença, o qual punham diariamente à porta do templo chamada Formosa, para pedir esmola aos que entravam. Vendo ele a Pedro e João, que iam entrar no templo, implorava que lhe dessem uma esmola. Pedro, fitando-o, juntamente com João, disse: Olha para nós. Ele os olhava atentamente, esperando receber alguma coisa. Pedro, porém, lhe disse: Não possuo nem prata nem ouro, mas o que tenho, isso te dou: em nome de Jesus Cristo, o Nazareno, anda! E, tomando-o pela mão direita, o levantou; imediatamente, os seus pés e tornozelos se firmaram; de um salto se pôs em pé, passou a andar e entrou com eles no templo, saltando e louvando a Deus.” Atos 3. 1-8.

Dois amigos estavam visitando grandes catedrais na Europa. Um deles, olhando para aquelas catedrais tão lindas e repletas de ouro, semelhantes às construídas na Idade Média e no início da Idade Moderna, falou para o amigo

— Olha a quantidade de ouro que a Igreja tem hoje! Não precisamos nos lamentar como Pedro e João, porque hoje a Igreja tem prata e ouro.

Ao que o amigo replicou:

— De verdade, temos prata e ouro, mas nos falta autoridade para dizer: “Em nome de Jesus Cristo, o Nazareno, anda!”

Muito embora essa autoridade nos tenha sido dada por Jesus:

“Estes sinais acompanharão os que crerem: em meu nome expulsarão demônios; falarão novas línguas; pegarão em serpentes; e, se beberem algum veneno mortal, não lhes fará mal nenhum; imporão as mãos sobre os doentes, e estes ficarão curados.”
Marcos 16:17-18.

Embora Jesus, os discípulos, Estêvão, Elias, Eliseu e Paulo tenham realizado tantos milagres, muitos justificam a nossa falta de autoridade recorrendo à soberania de Deus na salvação eterna.

Claro que a salvação é mais importante, mas não podemos negar que a obra de Cristo na cruz do Calvário foi completa:

“Certamente, Ele tomou sobre Si as nossas enfermidades e as nossas dores levou sobre Si; e nós o reputávamos por aflito, ferido de Deus e oprimido. Mas Ele foi traspassado pelas nossas transgressões e moído pelas nossas iniquidades; o castigo que nos traz a paz estava sobre Ele, e pelas suas pisaduras fomos sarados.”
Isaías 53:4-5 | ARA.

E ainda:

“Chegada a tarde, trouxeram-lhe muitos endemoninhados; e Ele meramente com a palavra expeliu os espíritos e curou todos os que estavam doentes; para que se cumprisse o que fora dito por intermédio do profeta Isaías: Ele mesmo tomou as nossas enfermidades e carregou com as nossas doenças.” Mateus 8:16-17 | ARA.

Também somos discípulos de Cristo. Temos a mesma autoridade que os primeiros discípulos tiveram para anunciar o Evangelho e orar pelos enfermos em nome de Jesus.

Multidões e multidões caminham pela estrada larga. Muitos, como Tomé, precisam ver para crer. Mas Jesus não deixou Tomé na dúvida.

Lutemos pela fé, pela compaixão e pela sede de ver vidas transformadas pelo poder de Deus. A oração é a chave da vitória.

“Aqueles que semeiam com lágrimas colherão com cânticos de alegria. Aquele que sai chorando, enquanto lança a semente, voltará com cantos de alegria, trazendo os seus feixes.” 
Salmos 126:5-6 | NVI.

A Igreja primitiva experimentava essa realidade:

“Muitos sinais e prodígios eram feitos entre o povo pelas mãos dos apóstolos...”
Atos 5:12a | ARA.

E:

“E crescia mais e mais a multidão de crentes, tanto homens como mulheres, agregados ao Senhor, a ponto de levarem os enfermos até pelas ruas e os colocarem sobre leitos e macas, para que, ao passar Pedro, ao menos a sua sombra se projetasse nalguns deles." Atos 5:14-15 | ARA.

Os sinais, as curas e os milagres eram vistos claramente como manifestações do poder de Deus, confirmando a mensagem que era pregada e testemunhando que Jesus era o Messias enviado dos céus.

Guiomar Barba
28.08.2026

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terça-feira, 25 de agosto de 2026

                                                   


 

                                BETEL LUGAR DE PROMESSAS

Enquanto estivermos na nossa caminhada neste mundo, o nosso Deus sempre há de preparar para nós um encontro em Betel, lugar de promessas.

“Eis que Eu estou contigo, e te guardarei por onde quer que fores, e te farei voltar a esta terra, porque não te desampararei, até cumprir Eu aquilo que te hei referido.” Gênesis 28:15.

Quando estivermos desfrutando das bênçãos recebidas em Betel, jamais devemos esquecer de erguer o altar de gratidão e louvor em nosso coração.

“Levantemo-nos e subamos a Betel. Farei ali um altar ao Deus que me respondeu no dia da minha angústia e me acompanhou no caminho por onde andei.” Gênesis 35:3.

                   ÀS VEZES, A VITÓRIA NOS DEIXA MARCAS. PORQUE NEM                                                          SEMPRE É BETEL.

Nem mesmo Jesus escapou das cicatrizes adquiridas na conquista pela nossa redenção, sendo Ele inocente.

“Veja, Eu gravei você nas palmas das minhas mãos; os seus muros estão sempre diante de Mim.” Isaías 49:16.

Na luta com o anjo, Jacó tinha um objetivo grandioso: ser abençoado por Deus. Ele estava ousadamente determinado quando disse ao anjo:

“Não te deixarei ir, enquanto não me abençoares.” Gêneses 32.26.

É nas nossas lutas mais gigantescas que temos a oportunidade de aprender mais sobre a dependência de Deus. Hoje, Deus continua nos falando:

“Porque assim diz o Senhor Deus, o Santo de Israel: Em vos converterdes e em sossegardes, está a vossa salvação; na tranquilidade e na confiança, a vossa força.”
Isaías 30:15.

Peniel não é lugar de desistência, mas de confiar que a nossa luta com Deus nos traz a certeza da vitória.

“Nenhum marinheiro aprende a dominar o mar navegando apenas em águas calmas.”  Provérbio escandinavo (nórdico).


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terça-feira, 18 de agosto de 2026

 





                                                              A CRUZ E O REINO DE DEUS

 
A cruz abre feridas. A cruz dói. Portanto, o Reino de Deus não é para os que querem permanecer vivos para si mesmos, mas para aqueles que estão dispostos a morrer para o próprio eu.

“Se o grão de trigo não cair na terra e não morrer, continuará ele só. Mas, se morrer, dará muito fruto.” João 12.24

Se não morrermos para nós mesmos, jamais viveremos plenamente a realidade do Reino de Deus.

“Se alguém quer ser meu seguidor, que esqueça os seus próprios interesses, esteja pronto cada dia para morrer como Eu vou morrer e Me acompanhe. Pois quem põe os seus próprios interesses em primeiro lugar nunca terá a vida verdadeira; mas quem esquece a si mesmo por minha causa terá a vida verdadeira.” Lucas 9.23-24.

A essência do Reino de Deus envolve renúncia e perda. Perdemos para ganhar. Morremos para viver. O Reino de Deus tem a sua marca na cruz.

Vivemos em uma época na qual o antropocentrismo tem se aproximado de uma espécie de “síndrome de Lúcifer”: muitos querem o trono de Deus e a fama de Jesus, mas jamais querem a cruz de Jesus ou a coroa de espinhos do Rei dos Reis.

A cruz é pesada. É humilhante. Ela vai matando, de maneira dolorosa e cruel, a nossa carne, o nosso orgulho, a nossa vontade de ocupar o centro.

Que Deus nos ajude a aceitar essa tão grandiosa morte: a morte do nosso próprio eu, para que Cristo viva em nós.

Jesus veio até nós com as mãos cheias de sangue. Que cheguemos diante dEle com as nossas mãos cheias de frutos de justiça.

Que sejamos pão partido com Ele e vinho derramado, levando ao mundo o alimento e a vida que somente Cristo pode oferecer.

Guiomar Barba

Cabo de St. Agostinho
08.08.2026

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terça-feira, 21 de abril de 2026

 

JEOVÁ JIREH

 Em agosto de dois mil e vinte e três, meu marido, David Barba, foi diagnosticado com câncer de próstata, escore de Gleason 9. Era necessária uma cirurgia o mais rápido possível. Nosso filho, Daniel Barba, fazia residência em Anestesiologia em Salvador – BA, no Hospital Santa Isabel, um dos melhores do Brasil, onde David se submeteria à cirurgia.

No entanto, sabemos que pode haver uma longa espera quando se depende do SUS. Portanto, nosso filho, o residente Daniel Barba, decidiu, junto ao nosso primogênito, econ. Renato Barba, custear uma cirurgia robótica com suas economias, visando melhor controle do procedimento, menor tempo de internação, além de reduzir o risco de infecções hospitalares e complicações decorrentes da superlotação.

O valor total de uma cirurgia robótica pode variar de quarenta a noventa mil reais, dependendo da estrutura de um centro de referência. Vale destacar que o Hospital Santa Isabel é um dos melhores do Nordeste e tem grande destaque no Brasil. Ainda havia, também, todos os exames particulares que antecedem a cirurgia, além de uma infinidade de medicamentos.

O valor era alto. Muito alto. Humanamente, impossível.

Mas Deus já estava provendo.

DEUS QUE PROVÊ

Um dos urologistas do Hospital Santa Isabel, Dr. Daniel Porto, conversou sobre a necessidade da cirurgia do pai do residente Daniel Barba com o Dr. Luiz Eduardo Café Cardoso Pinto — profissional de notável formação acadêmica, com experiência em câncer urológico, laparoscopia urológica, cirurgia robótica e endourologia, tendo realizado mais de 1.600 prostatectomias radicais, dentre mais de 5.000 pacientes operados.

Apesar de sua agenda intensa, ele prontamente se dispôs não apenas a realizar a cirurgia robótica, como também a fazê-la como um gesto de cortesia, ou seja, gratuitamente.

Da mesma forma, o anestesista Joaquim Muricy, professor do residente Daniel Barba, ofereceu seu tempo e serviço sem custos. A eles, a nossa eterna gratidão.

Restava, então, o pagamento de vinte e dois mil reais ao hospital, para cobrir equipamentos, uso do robô, UTI, internação, entre outros custos.

A família do meu marido, por parte de pai (Paulo Barba, já falecido), ao ser informada sobre a gravidade do câncer e da cirurgia, decidiu, entre irmãos, contribuir com mais de nove mil reais. Esse valor foi arredondado para dez mil reais por Herman Céspedes, irmão do meu marido por parte de mãe, que, juntamente com sua família, já havia contribuído anteriormente com dois mil reais.

 

Ao saber da cirurgia de David, um amigo precioso, Naildo Macedo, irmão de nossa cunhada Nilza Rocha, junto com sua esposa, Dra. Célia Neves, nos enviou a quantia de três mil reais. Recebemos também duzentos e cinquenta reais de nossa grande amiga Antonieta Borges, o que muito nos emocionou, especialmente por sabermos que ela não atravessava um momento financeiro favorável.

Como havia nos prevenido o cirurgião, Dr. Luiz Eduardo Café, foi detectado, há seis meses, por meio de um exame de sangue, o retorno do tumor ainda em fase microscópica. Assim, meu marido foi submetido à radioterapia pelo SUS, novamente no Hospital Santa Isabel, que também possui parcerias com empresas e instituições para ampliar o atendimento.

Percebemos a excelente administração por meio dos espaços oncológicos e o atendimento humanizado de todos os profissionais de saúde, incluindo a equipe de acolhimento, sem qualquer influência de “padrinhos”. Graças a toda essa equipe multidisciplinar e, principalmente, a Deus, autor da vida, meu marido está curado.

“Não se preocupem com nada; em vez disso, orem a Deus, pedindo aquilo de que precisam e agradecendo-Lhe por tudo o que Ele já fez.” Filipenses 4:6

 

 

 


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