A CRUZ E O REINO DE DEUS
“Se o
grão de trigo não cair na terra e não morrer, continuará ele só. Mas, se
morrer, dará muito fruto.” João 12.24
Se não
morrermos para nós mesmos, jamais viveremos plenamente a realidade do Reino de
Deus.
“Se
alguém quer ser meu seguidor, que esqueça os seus próprios interesses, esteja
pronto cada dia para morrer como Eu vou morrer e Me acompanhe. Pois quem põe os
seus próprios interesses em primeiro lugar nunca terá a vida verdadeira; mas
quem esquece a si mesmo por minha causa terá a vida verdadeira.” Lucas 9.23-24.
A essência
do Reino de Deus envolve renúncia e perda. Perdemos para ganhar. Morremos para
viver. O Reino de Deus tem a sua marca na cruz.
Vivemos em
uma época na qual o antropocentrismo tem se aproximado de uma espécie de
“síndrome de Lúcifer”: muitos querem o trono de Deus e a fama de Jesus, mas
jamais querem a cruz de Jesus ou a coroa de espinhos do Rei dos Reis.
A cruz é
pesada. É humilhante. Ela vai matando, de maneira dolorosa e cruel, a nossa
carne, o nosso orgulho, a nossa vontade de ocupar o centro.
Que Deus nos
ajude a aceitar essa tão grandiosa morte: a morte do nosso próprio eu, para que
Cristo viva em nós.
Jesus veio
até nós com as mãos cheias de sangue. Que cheguemos diante dEle com as nossas
mãos cheias de frutos de justiça.