O SONHO
Quando voltei de Três Lagoas, o Pr. Renê P. Feitosa, então diretor da ESMI – Escola Superior de Missões, me convidou para dirigir o internato ao lado de uma de suas filhas. Uma noite, já no seminário, tive um sonho bem estranho: no nosso quarto havia um guarda-roupa muito grande, cheio de belos vestidos à moda antiga — saias rodadas, rendas, bicos, tudo muito feminino. Eu amava! No entanto, embora o guarda-roupa fosse meu, eu não podia usar nenhum daqueles vestidos. Fiquei muito intrigada com o sonho...
Não demorou muito, e lá estava eu dividindo com algumas seminaristas um quarto com um guarda-roupa bem grande, cheio de belíssimos vestidos que estavam no auge daquela moda. Mas nenhum deles me pertencia. Eu sequer tinha condições de me vestir bem. Contudo, não havia dúvida de que eu estava sendo testada por Deus — observado como eu reagiria àquela situação. E, graças a Deus, eu podia me alegrar ao ver aquelas moças tão bem arrumadas!
“E te lembrarás de todo o caminho, pelo qual o Senhor teu Deus te guiou no deserto estes quarenta anos, para te humilhar, e te provar, para saber o que estava no teu coração, se guardarias os seus mandamentos, ou não.” (Deuteronômio 8:2)
ABRINDO O JOGO SOBRE O ABORTO SALVOU UM BELO BEBÊ
Um dia, quando eu morava em Belo Horizonte, recebi a ligação de uma amiga convidando-me para almoçarmos juntas, porque ela queria conversar comigo sobre um assunto delicado.
Ela me contou que estava grávida do namorado e muito preocupada com o choque que a notícia causaria à sua família. Estava em Minas Gerais para estudar em uma das universidades locais e disse-me que a única forma que encontrava para não desgostar os pais seria o aborto. Confesso que não estava preparada para lidar com uma notícia de tamanha delicadeza! Ademais, sou totalmente contrária ao aborto, embora reconheça que existem situações em que o desespero leva mulheres a tomarem essa decisão dolorosa e extrema. Falei honestamente o que pensava, à luz da Palavra de Deus, e lhe pedi um tempo para continuarmos aquela conversa. Ela concordou.
Naquela época eu dirigia o internato do seminário ESMI (Escola Superior de Missões). Quando voltei para o internato, ao entrar no nosso quarto, encontrei um livro novo, ainda lacrado em filme plástico. Surpreendentemente, o título era: “Abrindo o Jogo Sobre o Aborto”. Profundamente impactada, saí perguntando a cada interno a quem pertencia aquele livro. Ninguém viu, nem colocou o livro entre as minhas coisas. Então entendi a mensagem.
Liguei para a garota e lhe disse que tinha algo para ela. Encontramo-nos novamente. Contei a história do livro, como ele apareceu misteriosamente, e afirmei que, com certeza, aquilo era coisa de Deus. Depois de ler o livro, ela me ligou dizendo que decidiu assumir o bebê!
Aquele belo bebê tornou-se seu único filho. O namorado — o grande amor de sua vida, com quem ela se casou após a gravidez e com quem viveu alguns anos — sofreu um acidente e morreu instantaneamente.
Assim, por divina providência, o livro “Abrindo o Jogo Sobre o Aborto” salvou um belo bebê.
“Desde o ventre materno dependo de Ti; Tu me sustentaste desde as entranhas de minha mãe.
Eu sempre Te louvarei!” (Salmos 71:6)
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