PALAVRAS QUE QUASE ME CONDUZIRAM À MORTE
Em meio a determinadas aflições, eu repetia constantemente: “Queria morrer!”
Um dia sombrio, enquanto fazíamos mudança para uma nova casa e pessoas desconhecidas empacotavam nossos pertences, caí na cama sem forças, febril, sentindo como se estivesse realmente morrendo. Comecei a clamar por misericórdia, quando me lembrei das vezes em que, de forma insensata, eu dizia que queria morrer.
Foi então que minha cunhada, Ruldin, chegou. Passando suavemente a mão nas minhas costas, com voz tranquila perguntou:
“O que você tem?”
Respondi quase sem voz que estava muito mal. Ela disse:
“Vamos ao médico!”
Como eu estava sem dinheiro — e na Bolívia as consultas eram sempre particulares — respondi que não queria ir. Mas ela insistiu:
“Vamos, eu levo!”
Sabendo que estava muito mal, fiz um esforço para me levantar e fui com ela ao consultório. Após me examinar, o médico constatou que eu estava com uma infecção pulmonar, à beira de uma tuberculose. Receitou os medicamentos e, em uma semana, eu estava totalmente curada.
Eu, insensatamente, dizia que queria morrer. Mas quando a morte me confrontou, supliquei pela Vida — e Ele, em sua infinita misericórdia, perdoou minhas palavras impensadas e restaurou meu corpo.
“Fizemos um pacto com a morte,
com a sepultura fizemos um acordo.”
(Isaías 28:15a)
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