"Nós lhes proclamamos o que vimos e ouvimos para que vocês também
tenham comunhão conosco. Nossa comunhão é com o Pai e com seu Filho Jesus
Cristo". (1 João 1:3).
Meu coração agoniza em um desejo ardente de ver a Igreja de Cristo
caminhando nos mesmos passos dos apóstolos. Pregando com ardor a mensagem da
cruz. Crendo e realizando as obras que Jesus nos disse que devíamos realizar.
"Digo-lhes a verdade: Aquele que crê em mim fará também as obras que
tenho realizado. 'Fará coisas ainda maiores' do que estas, porque eu estou indo
para o Pai". (João 14:12).
"E disse-lhes: "Vão pelo mundo todo e preguem o evangelho a
todas as pessoas." "Estes sinais acompanharão os que crerem: em meu
nome expulsarão demônios; falarão novas línguas; pegarão em serpentes; e, se
beberem algum veneno mortal, não lhes fará mal nenhum; imporão as mãos sobre os
doentes, e estes ficarão curados". (Marcos 16: 15, 17,18).
Esta ordem de Jesus não foi dada a pastores, líderes ou a alguém que se
crer "super crente", ela foi dada aos que reconhecem Cristo como o
seu próprio Senhor e salvador e acredita que o seu poder não terminou com a sua
ascensão. Vejamos um exemplo de que Ele prometeu e cumpre:
Estávamos em uma pequena cidade assistindo a um evento, meu olhar estava em uma
casa, talvez a mais pobre da rua, eu queria determinadamente utilizar o
banheiro daquela casa. Jamais poderia me ocorrer que eu estava sendo impulsionada
pelo Espírito Santo de Deus. Eu amo profundamente este interagir do Espírito
Santo.
Perguntei a uma senhora amiga se ela conhecia o pessoal daquela casa e
se eu poderia usar o banheiro ali. Ela consultou uma amiga dela e voltando-se
para mim, disse: “Vamos!” Chegamos à porta e percebi que havia um moço deitado
no sofá e um senhor dentro da casa. Minha amiga perguntou em alto e bom som, deixando que me vissem: “Ela pode
fazer xixi no seu banheiro?” A resposta foi pronta, como é característico de
gente simples e bondosa: “Pode!”
Ao entrar notei que a pobreza havia determinado seu espaço ali. O dono da casa
trazia no rosto, uma expressão de muita dor. Preparava algo para o jantar. No
corredor, escorada em um móvel, estava uma senhora bem jovem, gemendo enquanto
passava a mão na sua barriga.
Percebi que havia muito o que fazer naquela casa. O casal tem quatro filhos
pequenos e o dono da casa estava se desdobrando para lavar roupa, cozinhar,
cuidar dos filhos e por certo trabalhar. Foi o que me contaram depois.
Quando atravessei o corredor para ir ao banheiro que ficava no pequeno
quintal, parei diante daquela jovem senhora que alisava a barriga e lhe disse: “Você
foi socorrida?" Ela respondeu que sim, mas os recursos em um hospital de
uma cidade pequena, apesar da enorme movimentação de dinheiro ali, por ser um
polo têxtil, são recursos miseráveis.
Meu coração compungiu-se de dor diante de todo aquele quadro de pobreza e
doença. Eu lhe havia prometido que ao sair do banheiro oraria por ela. Pedi
então, ao seu marido e a minha acompanhante que nos uníssemos em oração.
Abracei aquela jovem senhora com todo o meu ser e em uma oração rápida, pedi a
Deus que a curasse.
Sai dali, confesso, sem certeza de que Deus atendera a minha oração, mas fiz
uma oração silenciosa: “Senhor, eu queria tanto que Tu atuasses como nos tempos
de Jesus fazendo com que a cura fosse imediata...” Ao sair, ainda estava na
porta da casa, quando fui convidada para jantar na casa de uma amiga, onde ia
também a equipe que integramos. Estávamos na cozinha daquela casa, quando
entrou um membro da equipe, que não sabia que eu havia orado por aquela jovem
senhora e disse: “A mulher falou que
está se sentindo como uma menina!” Na minha incredulidade, quase gritei
perguntando: “Ela foi curada?” A resposta me fez chorar de alegria, ela estava
completamente curada!
"Agora é só vitória, é só vitória
A prova acabou, a luta foi embora
Agora é só vitória, é só vitória para mim. Agora é só vitória! Agora é só
vitória! Agora é só vitória! Agora é só vitória...”
A garotinha repetia e repetia, parecia que estava determinada a não parar se
alguém não interferisse, mas a dirigente do evento, apta no seu ministério com
crianças, deixou-a livre enquanto dançava por trás dela. Até que, sobre uma
chuva de aplausos, a filha da mamãe que estava doente, voltando para casa,
constatou que a dor da mãe havia acabado e então, era "só vitória" contra aquela
enfermidade.
Eu não sabia que ela era uma dos quatro filhos daquele casal.
Eu entendo que nós precisamos crer com todo o nosso coração que: "Sem
fé é impossível agradar a Deus, pois quem dEle se aproxima precisa crer que Ele
existe e que recompensa aqueles que O buscam". (Hebreus 11:6).
Se tivermos fé nEle, Ele agirá, ainda que a nossa fé seja tão pequena
quanto foi a de Gideão, pois mesmo sendo avisado por um anjo que ele iria derrotar os midianitas que oprimiam tão
severamente a Israel, precisou que Deus lhe desse três sinais para que ele
cresse.
"E Gideão disse a
Deus: ‘Quero saber se vais libertar Israel por meu intermédio, como prometeste.
Vê, colocarei uma porção de lã na eira. Se o orvalho molhar apenas a lã e todo
o chão estiver seco, saberei que tu libertarás Israel por meu intermédio, como
prometeste’. E assim aconteceu. Gideão levantou-se logo cedo no dia seguinte,
torceu a lã e encheu uma tigela de água do orvalho.
Disse ainda Gideão a Deus: ‘Não se acenda a tua ira contra mim. Deixa-me fazer
só mais um pedido. Permite-me fazer mais um teste com a lã. Desta vez faze
ficar seca a lã e o chão coberto de orvalho’.
E Deus assim fez naquela noite. Somente a lã estava seca; o chão estava todo
coberto de orvalho". (Juízes 6.36-40).
Apesar destes sinais, o coração de Gideão ainda temia. No entanto, Deus
não o tratou segundo a sua incredulidade, mas de acordo com a compreensão da nossa
humanidade limitada e Seu imenso amor por nós, e disse-lhe:
“Se você está com medo de
atacá-los, desça ao acampamento com o seu servo Pura e ouça o que estiverem
dizendo. Depois disso você terá coragem para atacar". Então ele e o seu
servo Pura desceram até os postos avançados do acampamento.
Gideão chegou bem no momento em que um homem estava contando seu sonho a
um amigo. "Tive um sonho", dizia ele. "Um pão de cevada vinha
rolando dentro do acampamento midianita, e atingiu a tenda com tanta força que
ela tombou e se desmontou".
Seu amigo respondeu: "Não pode ser outra coisa senão a espada de
Gideão, filho de Joás, o israelita. Deus entregou os midianitas e todo o
acampamento nas mãos dele.
Quando Gideão ouviu o sonho e a sua interpretação, adorou a Deus".
(Juízes 7.9-11, 13-15a).
Hoje se induz os cristãos a terem fé na sua própria fé, surgem deste
disparate, inúmeras profetadas, que têm levado multidões de pessoas a não
acreditarem mais, nem mesmo nas verdades inabaláveis, em experiências
comprovadas de pessoas sérias, equilibradas, que não se deixam embalar por
ventos de doutrinas.
Todavia, DEUS NÃO MUDOU.
Por Guiomar Barba.

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