“Não há limite para o seu poder agir,” são frases da
canção que conhecemos e que cantamos em discurso de fé que nos anima a crer que
todos os nossos problemas, necessidades e limitações terão soluções
sobrenaturais extraordinárias conforme muitas narrativas dos textos bíblicos.
Sob nenhuma hipótese duvido do agir maravilhoso,
extraordinário e sobrenatural de Deus nos nossos dias, mas tenho estado cada vez
mais convencido que esse agir, muitas vezes, não é percebido, testemunhado ou
qualificado como uma grande obra de sua poderosa mão por causa do modus
operandi e dos resultados muito diferentes do que aceitamos como proveniente do
seu agir.
Refletir novamente sobre esse tema, nessa perspectiva,
tem haver com uma reportagem que assisti a qual me deixou alegre por entender
que um cego voltar a enxergar como resultado de cura milagrosa nem sempre seria
tão especial como a manifestação da graça de Deus sobre um homem cego dotado de
dons, talentos e capacidade de trabalho de fazer inveja a qualquer pessoa sem deficiência
alguma.
Lembro que já abordamos o tema sob outra ótica quando
assistimos o vídeo de Nick, aquele moço que nasceu desprovido de braços, mãos,
pernas e pés que vive sua vida e faz coisas impossíveis para nós.
No caso aqui, a reportagem descobriu no interior do
Maranhão um chefe de família que ainda na infância foi acometido por uma doença
que o privou da visão. Não consegui gravar o nome dele ou a cidade maranhense
onde reside, fiquei, contudo impressionado com seu talento e capacidade de
estar resolvido e ativo desempenhando uma profissão aparentemente impossível
para um cego. Ele é a grande benção para os municípios que necessitam de um
eletricista ou mecânico de veículos leves e pesados.
Desde cedo acompanhava o pai, insistentemente no
expediente da oficina em que trabalhava; e apalpando as ferramentas, peças,
sentindo o cheiro e ouvindo os ruídos se capacitou na escola prática a superar
sua deficiência e de modo incrível ser capaz de prover o sustento de sua
família.
Privado da visão desenvolveu a habilidade também de
encontrar soluções para as dificuldades diárias de todos os que o procuram, como
testemunhou sua esposa.
Graças a Deus por tão grande milagre e porque podemos
crer em que os nossos corações sejam inclinados a uma fé também de atitudes.
No Senhor Jesus Cristo. Pr. Jair Rocha.

2 comentários:
Uma coisa podemos dizer. Um milagre não é um fim em si mesmo. Por isso, costumo entendê-los mais como sinais.
Sempre que lembro dos milagres registrados na Bíblia, sou levado a um confronto com os meus valores e com a minha experiência de vida cristã. Sou desafiado não só a crer no poder de Deus, como no seu amor e nos seus propósitos para cada indivíduo.
Quando leio a Bíblia, vejo os milagres como um recado de Deus sobre uma obra muito mais ampla do que simplesmente curar instantaneamente alguém ou ressuscitar um morto. Depois de ter vivido imaturamente a minha fé durante algum tempo na adolescência, passei a ver como ensinamentos cada um dos sinais extraordinários que Jesus realizou durante o seu ministério, afim de que prestemos a atenção num propósito maior de Deus para a humanidade, o principal recado do Evangelho.
Vejamos, pois, a ressurreição de Lázaro. Uma indagação que talvez esteja na cabeça de todos nós é se algum dia Lázaro tornou a morrer. O próprio texto do Evangelho de João diz que os judeus pensaram em matar a Jesus e a Lázaro, sendo que de fato ambos morreram um dia. Jesus ressuscitou, mas Lázaro hoje aguarda em seu túmulo uma ressurreição definitiva que o livre de uma vez por todas da morte. E, deste modo, creio que tanto a ressurreição de Lázaro quando a do filho da viúva de Naim apontaram para um futuro onde as pessoas não mais vão morrer e nunca mais haverá choro, pranto ou dor.
Outra questão que podemos incluir sobre o tema tratado neste texto é se os milagres são capazes ou não de gerar fé nas pessoas? Porém, a Bíblia mostra que não. Uma das partes mais incríveis do Evangelho de João é aquela do verso 37 do capítulo 12:
“E, embora tivesse feito tantos sinais na sua presença, não creram nele”.
Já no Antigo Testamento, quando o povo de Israel estava atravessando o deserto, após terem sido libertados miraculosamente dos egípcios, atravessado a pés enxutos o Mar Vermelho, visto com os olhos a manifestação da presença de Deus na nuvem que os seguia de dia e na coluna de fogo à noite, terem se alimentado do maná e bebido água da rocha, o próprio Deus se queixou daquela geração:
“Até quando me provocará este povo e até quando não crerá em mim, a despeito de todos os sinais que fiz no meio dele?” (Números 14:11)
Pois é. Milagres seriam até dispensáveis para a fé e, quando Deus não permite a manifestação deles, também deve ter propósito aí.
Abraços.
Em tempo!
Aproveitando o que o autor falou sobre o caso do homem no Maranhão, gostaria de ressaltar um grande milagre que tem ocorrido atualmente. Trata-se das curas mais recentes da ciência para que cegos possam enxergar e paralíticos andarem com auxílios tecnológicos incríveis.
Não seriam tais inovações um fruto maravilhoso do Evangelho de Cristo para que nos importemos com a condição do próximo buscando reintegrá-lo na vida em sociedade?
De certa maneira, os milagres de Jesus simbolizavam isso numa época em que a teologia dos fariseus e mestres da Lei consideravam as pessoas enfermas como se estivessem expiando pecados. Daí Jesus ter dito ao paralítico de Cafarnaum que seus pecados estavam perdoados.
Graças a Jesus, o planeta mudou radicalmente e ainda vai melhorar mais pois o Reino de Deus nos é chegado.
Paz!
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