“Confia no Senhor de todo o teu coração, e não te estribes no teu
próprio entendimento”. (Provérbios 3.5).
Quando
não nos estribamos no nosso próprio raciocínio, temos a disposição de entender
e aceitar que: “A vontade de Deus é boa, perfeita e agradável”. Partindo
deste princípio, devemos confiar que um NÃO de Deus representa o seu cuidado
muito especial por nós, pelo fato de que só Ele sabe o que realmente é o melhor
para nós.
Quando
foram prender Jesus, Pedro tomou a espada e feriu um dos algozes, mas Jesus o repreendeu
e disse: “Você
acha que Eu não posso pedir a meu Pai, e Ele não colocaria imediatamente à
minha disposição mais de doze legiões de anjos?” (Mateus 26.53). Jesus estava
dizendo que escolhia fazer a vontade do Pai, apesar de ter consciência do
cálice amargo que deveria sorver a fazer a sua própria vontade. Jesus entendia
que o plano de Deus era perfeito pra a vida dEle, porque tinha sua extensão
para toda a eternidade. Deus trabalha nas nossas vidas visando a nossa eternidade.
Opostamente, Adão e Eva escolheram em seus corações ouvir a voz da serpente,
cobiçando conhecer, assim como Deus, o bem e o mal. Em seu pecado pensaram que se
tornariam independentes para decidirem os seus próprios caminhos. Terminaram
envergonhados voltando para o colo de Deus.
Exemplo
de confiança em Deus: “Fiz calar e repousar meus desejos, como criança desmamada estão em
mim meus desejos”. (Salmo 131.2).
Depois
de uma boa mamada a criança farta dorme tranquila nos braços da mamãe. Ela não
tem medo de que em um descuido da mãe ela possa cair; ela não teme se ao
acordar lhe vai faltar leite, banho, roupinha limpa, colônia, carinhos, proteção,
ao contrário, ela repousa. Ao despertar, ela pode dar um largo sorriso para a
mamãe ou chorar indicando que necessita algo, e a atenta mãe logo procura
atendê-la.
Davi, simplesmente, apesar de todas as suas adversidades, podia repousar a sua
alma nos cuidados de um Pai sempre atento. Quando ele estava sendo, sem culpa,
perseguido por Saul, sua vida sempre “lhe parecia” estar a um passo da morte. Mesmo
assim, ele exprimiu sua confiança no cuidado de Deus quando clamou: “Tem misericórdia de
mim, ó Deus, tem misericórdia de mim, porque a minha alma confia em ti; e à
sombra das tuas asas me abrigo, até que passem as calamidades”. (Salmo 57.1).
No
caminho de Emaús dois discípulos desolados comentavam: “mas nós
esperávamos que era Ele que iria trazer a redenção de Israel”, mas já se passaram
três dias desde a sua morte...” (Lucas 24.21) No entanto, Jesus caminhava lado
a lado com eles e o seu coração doía com a incredulidade deles diante das suas
promessas, apesar de haverem presenciado tantos milagres feitos por Ele, e
conhecido a coerência das suas pregações com o seu viver.
Somos diferentes? Não! Custa-nos confiar quando os dias se passam e não vemos
sequer uma mãozinha em forma de nuvem, destacando-se em um céu de sol
causticante, puramente anil. Ficamos apavorados e ainda que não saibamos o que
fazer, não pomos os nossos olhos no Senhor como fez Josafá :
“Ah! Nosso Deus,
[...] porque em nós não há força perante esta grande multidão que vem contra
nós, e não sabemos o que faremos; porém os nossos olhos estão postos em ti”. (2
Crônicas 20:12).
Precisamos
deixar Deus agir, lembrando que para Ele não existe limite de tempo, de horas;
não existem montanhas irremovíveis, portas que não se abram; tempestades que
não se dissipem; recursos econômicos esgotados; enfermidades incuráveis; mortos
em decomposição que não possam ser ressuscitados; feridas não cicatrizáveis; e
muito mais. Ele é o Senhor da vida, tem em suas mãos o poder para operar
milagres e trabalha para aqueles que nEle esperam e confiam. Se não está em nós
o poder de realizar, chegou a hora de, simplesmente, contar com Ele.
Por
Guiomar Barba.

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