Este texto foi escrito pelo palestrante Prof. José Lima.
RELIGIOSOS X EX-RELIGIOSOS... UMA TRÉGUA
Quando alguém chama o Deus que creio
de “Mito”, ou quando diz ser “invenção ou criação”. Não me incomodo... Por que?
Pelo fato de que sei que a religião é
produtora de sentido, não é uma questão de ser uma “verdade” universal tão
pouco “empírica”, religião não é ciência!
Dizer ao que tem uma religião que seu
“Deus” é um MITO, não é ofensa para o religioso, se esse soubesse o real
significado do MITO.
O significado de “Mito” não é
mentira, mas sim “verdade que está para elem da razão”.
É uma verdade de fato, subjetiva na
sua formulação dogmática, mas, concreta na existência daquele que crê.
Mito é verdade, pois é verdade que se
sente, verdade inexplicável.
O não religioso que deixa de ser
religioso ou abandona a religião por diversas razões, tem um “ressentimento”
que Freud chamaria de “recalque”.
Toda vez que conversa com um
religioso, ele “ventila” (catarse) toda a sua ira.
É como se tivesse um “ressentimento”
no seu inconsciente que ficou “reprimido” enquanto vivia na dimensão religiosa
da vida.
Liberta-se dos dogmas da religião,
mas tem que se libertar do sentimento de “perda” da culpa direcionada a
religião por lhe ter tolhido o que hoje lhe dá prazer, e outrora fora
“impedido” de fazer.
Uma espécie de “vingança”
inconscientemente tenta destruir não o “outro”, mas
“a si mesmo” no outro, ao olhar no
outro e se ver como era outrora.
Caso não tivesse esse sentimento
“recalcado” os NÃO RELIGIOSOS, ou ex-religiosos, não falaria para o religioso
que seu “Deus” é um MITO.
Dizer que o “Deus” do cristão é uma
invenção, é desrespeitar a sua própria história passada.
É “julgar o outro” com um juízo, que
outrora julgou a outros.
É não aprender com a própria
história. Se foi julgado injustamente, está cometendo o mesmo erro que outrora
cometera.
Isso porque, acreditava no que o
religioso acredita hoje.
Em épocas passadas, também não
acreditava que seu “Deus” era invenção ou criação, mas, sim realidade de fato,
concreto na sua existência.
Se aquele (a) que outrora pertenceu à
religião entendesse assim, não tentaria se “defender” tentando relativizar uma
verdade que é absoluta na vida daquele que crê.
A pergunta é: Quem tem condições de
ser mais tolerante:
- O religioso que não sabe que a
“verdade” não é patente da religião, na realidade há “verdades” e todas as
religiões, as ciências sociais e humanas têm “fragmentos de verdades”?
- Ou o ex-religioso que já pensou
como o religioso pensa atualmente, e sabe que na sua época de religioso também
tinha sua verdade como a única e absoluta?
Se pudesse lhe dar um conselho ao não
religioso ou ao religioso que abandonou a religião daria o seguinte:
- Procure pessoas que tenha um nível
mais elevado para a reflexão, às pessoas mais cultas até quando discordam são
educadas.
Pessoas inteligentes discordam com
classe, pelo fato de que conseguem pensar na óptica que o seu “oponente” está
defendendo a sua tese.
Caso contrário, vai se desgastar muito...
Guiomar Barba: Se tem falado muito contra "religião", como se
fosse algo danoso em todos os sentidos. Eu queria saber sua opinião sobre
religião, e quero postar no meu blog. Obrigada.
Jose Lima Guiomar Barba... olha religião bem simples na
minha definição é toda a crença que transcende, ou seja, toda confissão de fé
que crê na continuidade da vida....acho que essa é para mim a definição mais
simples....
Guiomar Barba O que pensa de religare?
Jose Lima essa palavra a meu ver, é uma
palavra técnica para o que eu escrevi anteriormente.
Jose Lima religare no sentido de religar,
é a crença da religião.
Jose Lima de o homem ser religado a Deus,
o que tem a ver com religião... não vejo muita coisa nesse tema...
·
Vou dar um exemplo de como podemos definir a religião:
O cristianismo é uma religião pelo fato de crer na continuidade da vida após a morte, o espiritismo também crê na mesma continuidade só que na reencarnação.
O hinduísmo crê não imersão do homem no Brahma que é a dimensão total do universo ....
E assim por diante. Todas as religiões creem que a vida continua após a morte.
Existem dois tipos básicos de religiões no mundo:
As monoteístas que creem na continuidade da vida na ressurreição dos mortos.
Os Reencarnacionistas que creem numa continuidade, mas não que haverá uma ressurreição do corpo, mas que a Alma/Espírito de alguma forma retornará ou em outros corpos ou em outra forma de vida.
O cristianismo é uma religião pelo fato de crer na continuidade da vida após a morte, o espiritismo também crê na mesma continuidade só que na reencarnação.
O hinduísmo crê não imersão do homem no Brahma que é a dimensão total do universo ....
E assim por diante. Todas as religiões creem que a vida continua após a morte.
Existem dois tipos básicos de religiões no mundo:
As monoteístas que creem na continuidade da vida na ressurreição dos mortos.
Os Reencarnacionistas que creem numa continuidade, mas não que haverá uma ressurreição do corpo, mas que a Alma/Espírito de alguma forma retornará ou em outros corpos ou em outra forma de vida.
Guiomar Barba Eu não entendo então, porque
tanta guerra contra a palavra RELIGIÃO.
Jose Lima Talvez porque a religião tenha
causado tantas guerras com seu exclusivismo, tenha sido muito intolerante,
veja:
Os reformadores como Calvino mandou matar gente por causa da doutrina da predestinação.
Lutero entendia que os judeus deveriam ser punidos por serem responsáveis pela morte de cristo.
Na noite de São Bartolomeu houve uma chacina nunca vista. E assim por diante....
Claro que também houve matança de pessoas que não se confessavam religiosa como é o caso de Hitler, mas a “ideologia” da raça pura, como solução para o problema da humanidade.
Esse é um “sentimento religioso”, pois acreditava numa espécie de “salvação” num messianismo através da raça pura que seria o “paraíso” nazista e Hitler o messias.... Por ai vai...
Os reformadores como Calvino mandou matar gente por causa da doutrina da predestinação.
Lutero entendia que os judeus deveriam ser punidos por serem responsáveis pela morte de cristo.
Na noite de São Bartolomeu houve uma chacina nunca vista. E assim por diante....
Claro que também houve matança de pessoas que não se confessavam religiosa como é o caso de Hitler, mas a “ideologia” da raça pura, como solução para o problema da humanidade.
Esse é um “sentimento religioso”, pois acreditava numa espécie de “salvação” num messianismo através da raça pura que seria o “paraíso” nazista e Hitler o messias.... Por ai vai...
Rozana
Anja Arcanja Souza Sobre desrespeitar nossa (ou minha) história passada, discordo
solenemente de voce Jose, pois não posso
levar em conta o tempo de ignorância, e não respeito mesmo minha ESTÓRIA (tipo
alice no país das maravilhas) passada. Acordei de um sonho que nunca acabava e
se tornou em pesadelo!
Jose Lima Rozana...veja vc não leva em
conta o tempo da sua ignorância e da mesma forma não deve levar em conta o
tempo da ignorância do outro...vc discorda mais acabou de confessar que o
"tempo da ignorância" só é tempo da "ignorância" no futuro,
ou seja, no presente não existe tempo de "ignorância". Sendo
assim.....hahahaahahahah estamos em acordo no essencial...
Professor, não tenho como discordar de você. Eu mesmo já disse a alguns
novos ateus, ex-velhos-crentões que eles cospem no prato que comeu. Alguns,
como nossa dupla dinâmica Edson Moura Dos Santos e Marcio
Alves depois que se
"des-converter... Ver mais
Mas outra coisa é debater doutrinas ou crenças com aqueles nossos irmãos
que gostam de debater para provar que nós estamos condenados ao mármore. Do
inferno. A estes procuro de todas as formas desconstruir a verdade absoluta de
suas crenças... Ver mais
Guiomar Barba J. Lima, concordo cem por cento
com você. No entanto, onde estão as:"- Procure pessoas que tenha um nível
mais elevado para a reflexão, às pessoas mais cultas até quando discordam são
educadas."?
Até hoje, aqui na net a única pessoa que conheci, mas também não é ateu e que sabe discutir com respeito é o Eduardo. Sem glória viu cabra? kkkkkkkkkkkkkkkkkkk
Até hoje, aqui na net a única pessoa que conheci, mas também não é ateu e que sabe discutir com respeito é o Eduardo. Sem glória viu cabra? kkkkkkkkkkkkkkkkkkk
Rozana
Anja Arcanja Souza Nossa! Se oi Edu for ateu........ sou missionária assembleiana
Eduardo Medeiros de Jesus digamos que sou um ateu bem crente... heeeee
Rozana
Anja Arcanja Souza kkkkkkkkkk
Donizete Aparecido Vieira Eu, já no alto dos meus
quarenta e poucos anos, quase trinta de evangelho, me sinto um veterano nesta
área! Rsrs. já tive, confesso, alguns ataques de pelanca nas discussões com
ateus. Hoje não tenho mais! Acredito inclusive, ser muito mais produtivo tratar
de questões existenciais e ideológicas com ateus do que com muitos religiosos
de plantão. Eles tem mais os pés no chão, e ponha chão nisso hein? Rsrs
Donizete Aparecido Vieira Ateus interessantes como você
disse, são aqueles que não baixam o nível numa discussão, são cultos, polidos
em suas palavras. Estes arrebanham admiradores mesmo dentre religiosos. Como em
casos por exemplo do jornalista Ricardo Boechat, ou do médico Dráuzio Varella.
Nos debates onde as partes partem para as ofensas verbais, o que


3 comentários:
Muitas das veszes devemos compreender que o ataque à crença de alguém trata-se de um produto da ignorância. Curioso que Paulo, quando evangelizou os gentios, buscava apresentar-lhes Jesus considerando o entendimento que seus destinatários tinham da vida. Não era preciso desrespeitar a visão de mundo deles. Pelo que compreendo, Paulo apenas compartilhava e falava do Deus Onipresente que tudo criou. Assim, ter eu ouvido o Evangelho de Jesus Cristo, não me coloca numa situação de superioridade em relação aos outros que ainda não conheceram as Boas Novas do Reino. Todo ser humano já tem dentro de si o desejo de busca do Divino ainda que exteriorize isto de variadas maneiras como adorando uma pedra ou seu próprio ego no lugar do Criador.
Como também quem não recebeu o evangelho como uma verdade, tem o direito de agredir ou zombar daqueles que o abraçaram.
Abraço amigo.
Pois é. Infelizmente as pessoas ridicularizam aquilo que elas não conhecem. Triste esta atitude de ignorância do ser humano.
Postar um comentário