UMA DOLOROSA REVELAÇÃO
Não fazia muito tempo que eu trabalhava na obra Peniel, em Belo Horizonte, quando Deus me revelou algo sobre um moço que vivia uma vida dupla. Na igreja, ele se mostrava dedicado, comprometido com o trabalho e aparentava verdadeira transformação. Porém, enquanto todos dormiam, escapava para viver uma vida promíscua.
Ele não era obrigado a morar no templo, mas, uma vez dentro da comunidade, deveria ser sincero em seus procedimentos. Conversei então com o presidente do ministério. Eu não tinha nenhuma prova contra aquele rapaz — apenas a certeza absoluta de que o Espírito Santo, por zelo pela casa de Deus e por amor à vida daquele jovem, havia falado claramente comigo sobre sua conduta.
O presidente, diante da firmeza do meu relato, decidiu chamar o rapaz para uma confrontação, na presença de algumas poucas testemunhas.
Para minha surpresa, aquele jovem, em lágrimas abundantes, negou terminantemente. Olhou-me nos olhos com a expressão de uma autêntica vítima e disse:
“Não, Guiomar! Eu não estou fazendo isso!”
Indignada com seu cinismo, respondi:
“Você pode nos fazer navegar em um mar de lágrimas, mas tenho absoluta certeza de que está vivendo vida dupla!”
Diante da palavra dele e da minha afirmação sem provas visíveis, o presidente recorreu ao que acreditava que o jovem não ousaria afrontar: pediu-lhe, com a Bíblia aberta, que dissesse a verdade na presença de Deus, colocando as mãos sobre as Escrituras.
Sem nenhum temor, ele pôs as mãos sobre a Bíblia e jurou que não estava em pecado.
O presidente então me olhou, muito sério, e disse:
“Não se fala mais neste assunto.”
Fiz, naquele instante, uma oração silenciosa de socorro:
“Senhor, o Senhor não vai me deixar envergonhada… eu sei que foi o Senhor quem me falou.”
No mesmo momento, a porta do gabinete se abriu e entrou uma senhora — profetiza e conselheira da diretoria do ministério. Providencialmente, ela não sabia absolutamente nada do que estava acontecendo. Pediu a palavra.
Assim que lhe foi concedida, ela afirmou:
“Este moço está vivendo em pecado.”
Sua palavra confirmou tudo o que o Espírito Santo já havia me revelado. Diante disso, o presidente, com toda autoridade, ordenou ao rapaz:
“Confessa!”
Entre lágrimas, ele finalmente confessou toda a verdade.
Era impossível olhar para aquele moço sem sentir compaixão…
“O que encobre as suas transgressões nunca prosperará,
mas o que as confessa e deixa, alcançará misericórdia.”
(Provérbios 28:13)
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