terça-feira, 25 de novembro de 2025




ANDANDO COM DEUS EM RECIFE  E A PASSAGEM PARA SALVADOR

Quando eu trabalhava no Desafio Jovem Peniel, em Recife, fui visitada por um amigo que me convidou para passar alguns dias em Salvador. Para isso, deixou comigo o valor correspondente à passagem. Guardei aquele dinheiro com a certeza de que ele havia sido usado por Deus e que, no tempo certo, eu viajaria.

Pouco tempo depois, fui avisada de que o Pr. Renê P. Feitosa havia ligado, convidando-me para ministrar no acampamento de retiro de carnaval em Salvador. Ele pastoreava, naquela época, a Igreja Batista Missionária. Por três vezes o pastor telefonou enquanto eu estava ausente e deixou o recado para que eu fosse.

Quando falei com o diretor do Desafio, ele me disse que eu não iria — mesmo sabendo que a ordem vinha de alguém a quem ele devia submissão, já que era o vice-presidente do Ministério Peniel. Sem saber como agir, mas com a absoluta certeza de que Deus queria que eu fosse, telefonei para o presidente do ministério, Pr. Reuel P. Feitosa, pois não havia conseguido falar com o Pr. Renê.

Como o diretor do Desafio em Recife não estava presente, o Pr. Reuel me orientou a deixar um bilhete informando que eu havia recebido ordens para viajar e que poderia seguir imediatamente.

Arrumei minha mala rapidamente e fui para a casa do meu irmão, Elizeu Rocha, para facilitar o acesso à rodoviária. Ao chegar em Salvador, recebi a notícia de que o diretor do Desafio em Recife havia ligado dizendo que eu não precisava voltar — ou seja, que eu estava desligada da obra ali.

No entanto, a paz que excede todo entendimento foi mais forte do que aquela notícia. Sabia que aquele diretor não tinha autoridade para tal decisão, mas eu também não queria voltar para enfrentar um clima pesado. Como já esperava, o Pr. Renê resolveu tudo ao meu favor.

O diabo, usando a falta de humildade e a arrogância daquele diretor, tentou impedir a minha viagem — viagem que Deus já havia determinado através daquele amigo que me deu a passagem. Ele sabia perfeitamente o quanto Deus me usaria para ministrar Sua Palavra naquele acampamento e tentou impedir, usando alguém que, de certa forma, tinha ascendência sobre mim, mesmo sabendo que seu conselho seria anulado.

Deixo este testemunho especialmente para advertir meu querido leitor de que, quando Deus dirige os nossos passos, Ele mesmo se responsabiliza por destruir toda arma forjada contra nós:

“Conheço as tuas obras; eis que diante de ti pus uma porta aberta, e ninguém a pode fechar; tendo pouca força, guardaste a minha palavra e não negaste o meu nome.”
(Apocalipse 3:8)












A TROCA DE QUARTO QUE ME SALVOU

Um rapaz esteve conosco no D.J.P. (Desafio Jovem Peniel) por um determinado tempo. Era considerado um bandido perigoso. Segundo ele, o dispositivo ortopédico metálico, na perna, era resultado de uma troca de tiros com a polícia. Lutamos para conduzi-lo a um novo caminho, mas ele decidiu voltar ao seu descaminho.

Um dia ele retornou ao Desafio pedindo ao obreiro que administrava o centro que lhe desse algum dinheiro para ajudar uma senhora idosa que o hospedava. O diretor me chamou e disse que eu deveria negar o pedido.

Expliquei ao rapaz que ele conhecia a realidade do D.J.P., sabia que vivíamos de doações de simpatizantes do ministério e que não tínhamos recursos para ajudar outras pessoas. (Também imaginávamos que a história não fosse verdadeira.)

Com um olhar frio, ele me ameaçou dizendo que um dia me encontraria sozinha na rua — e foi embora.

O Desafio estava situado em um bairro nobre do Recife, em uma casa bonita, pertencente a um empresário bem-sucedido. Eu dormia no segundo piso, em um pequeno e aconchegante quarto com uma janela que dava diretamente para o telhado de uma casa vizinha. Nunca imaginei que aquele telhado pudesse servir de ponte para um assaltante entrar no meu quarto.

Um dia, por pura providência divina, resolvi mudar de quarto. Havia outro, totalmente gradeado, voltado para a rua, decidi então, ocupá-lo.

Naquela madrugada, o rapaz entrou no quarto que eu havia deixado, armado com um punhal. Acordou o obreiro — um jovem muito temente a Deus, tranquilo — e o ameaçou de morte. O obreiro apenas respondeu:
“Você está com o punhal… o que eu posso fazer?”

Depois de obrigá-lo a descer e aterrorizá-lo, foi embora, pois o seu alvo, na verdade, era eu.

Ele ainda voltou duas vezes. Em uma delas, bagunçou, sem que ninguém lhe oferecesse resistência. Na segunda vez, eu estava sozinha na sala, escrevendo em um antigo birô, quando ele apareceu na janela e fez barulho para chamar minha atenção.

Naquele momento meu sangue ferveu e, tomada por uma coragem que não sei explicar, gritei:
“Olha aqui, seu cabra safado! Você vem aqui, apronta, e nenhum macho lhe oferece resistência… mas entre agora e veja do que é capaz uma fêmea!”

(Não tenho a mínima ideia do que eu seria capaz de fazer! Kkkkkkkkkkkk.)

Ele recuou covardemente, dizendo:
“Que é isso, Guiomar?”
E desapareceu. Nunca mais voltou.

“Em Deus, cuja palavra eu louvo; em Deus eu confio e não temerei. Que poderá fazer-me o simples mortal?”
(Salmos 56:4)







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