“E, vendo as multidões, teve grande compaixão
delas, porque andavam cansadas e desgarradas, como ovelhas que não têm pastor.”
(Mateus 9.36).
Tenho
lido algumas pessoas objetando que se Jesus não pecou, não tem como compreender
nós os pecadores; que se Ele não viveu as mesmas ambiguidades nossas não está
capacitado a nos auxiliar nas nossas fraquezas.
Lembro-me
de que quando missionária, solteira, era procurada por mulheres idosas, adultas
e jovens; homens casados de diferentes idades, que confiavam em mim para abrirem
os corações em busca de ajuda para os seus matrimônios em crise, sempre provocada
por equívocos de ambas as partes. Por conhecer ao Senhor e vivenciar a Sua palavra,
eu podia não só empatizar com tais pessoas, como também ajudá-las a harmonizar
suas vidas.
Ouvi
muitas jovens que foram estupradas pelos pais ou algum parente. Doía meu
coração que, ao ouvi-las, também era estuprado. Em consequência sentia profunda
empatia por aquelas vítimas. Fico sensibilizada com algumas delas que
conseguiram superar o trauma.
Quantas
lágrimas secamos dos olhos de pais estraçalhados pela dor de ver seus filhos
entregues às drogas, ao álcool, à delinquência ou ao homossexualismo. Centenas
ou milhares destes jovens foram restaurados e hoje distribuem o que receberam,
trazendo-nos indizível alegria.
Muitas
vezes levamos esperança de vida eterna para pessoas cheias de culpa nos seus
últimos momentos de vida e colhemos a alegria de vê-las enfrentar este fim com
paz.
Inúmeras
vezes ouvimos o coração de mulheres e homens que praticaram adultério e estavam
confusos em seus sentimentos entre razão e culpa. Não foi necessário, como nos
casos acima citados, que eu tivesse experiência prática no assunto para que fosse
possível identificar-me com aqueles amigos e ajudá-los.
Ora,
se nós, repletos de ambiguidade, somos capazes de empatizar e ajudar com
inteligência e sabedoria aqueles que vivenciam desventuras que jamais nos
atingiram, como poderemos desconfiar que
o criador do homem, que tomou sobre Si todas as nossas iniquidades desde a eternidade,
não estaria apto para nos compreender? Esta ideia se dá ao fato de limitarmos
Jesus a nossa humanidade decaída.
“O qual não cometeu pecado, nem na sua boca se achou engano.” (1 Pedro 2.22).
É
interessante nos lembrarmos de que as pessoas que acusaram a mulher pecadora
diante de Jesus e tinham também pedras nas mãos para apedrejá-la por seus
pecados estavam cheias de culpas. Concluímos que para empatizar com o pecado de
outro é necessário, sermos honestos e conhecermos
a nossa própria escuridão e com razão diz o escritor sagrado: “Pois
não temos um sumo sacerdote que não possa compadecer-se das nossas fraquezas,
mas sim alguém que, como nós, passou por todo tipo de tentação, SEM PECADO.”
(Hebreus 4.15).
Entendemos
que o divino em Jesus resistiu às tentações da carne e que, através dEle, o
divino em nós, também podemos dizer não ao pecado.
“E se não
fizeres bem, o pecado jaz à porta, e sobre ti será o seu desejo, mas sobre ele
deves dominar.” (Gêneses 4.7).
Por Guiomar Barba.

4 comentários:
Que ótimo conhecer mais um espaço onde a palavra de Deus é anunciada. Desejo a você meu irmão um 2013 abençoado. Que Deus continue usando esse espaço para a propagação das boas novas de Cristo
Pr Anselmo Melo
www.pranselmomelo.com.br
Pr. Anselmo, que grata surpresa encontrar o seu comentário.
Obrigada pelo estímulo. Desejo-lhe também que o senhor e o seu ministério sejam ricamente abençoados no ano de 2013. Que muitas vidas sejam resgatadas e saradas através da sua ministração.
em Cristo, Guiomar Barba.
Muito boa a comparação, Guio!
Realmente, temos a tendência de limitar Jesus à nossa incapacidade e se mesmo nós em nossa incapacidade, sentimos empatia, muito mais Ele não a sentiria?
Carluquinha, saudades das suas correções. rsrs
Pois é amigo, tem muita gente querendo encontrar pecados em Jesus, talvez, para sentir-se aliviado das suas culpas...
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