A CRUZ
Que o direito corra como a água e a justiça como um rio caudaloso! (Amós 5.24).
O Ministério Público Federal de São Paulo ajuizou ação pedindo a retirada dos símbolos religiosos das repartições públicas.
O Frade Demetrius dos Santos protestou:
Sou Padre católico e concordo plenamente com o Ministério Público de São Paulo, por querer retirar os símbolos religiosos das repartições públicas.
Nosso Estado é laico e não deve favorecer esta ou aquela religião. A cruz deve ser retirada!
Aliás, nunca gostei de ver a Cruz em Tribunais, onde os pobres têm menos direitos que os ricos e onde sentenças são barganhadas, vendidas e compradas.
Não quero mais ver a Cruz nas Câmaras legislativas, onde a corrupção é a moeda mais forte.
Não quero mais ver, também a Cruz em delegacias, cadeias e quartéis, onde os pequenos são constrangidos e torturados.
Não quero ver, muito menos a Cruz em prontos-socorros e hospitais, onde pessoas pobres morrem sem atendimento.
É preciso retirar a Cruz das repartições públicas, porque Cristo não abençoa a sórdida política brasileira,causa das desgraças, das misérias e sofrimentos dos pequenos, dos pobres e dos menos favorecidos.
Frade Demetrius dos Santos Silva. S.Paulo - SP

2 comentários:
Prezada gui,
Eu não compro a briga em favor da colocação dos símbolos religiosos em repartilçoes públicas e apenas defendo o direito de um funcionário ter em sua mesa ou seu espaço de trabalho o crucifixo, livro sagrado ou o que ele desejar.
Entretanto, como seguidor de Jesus e cidadão do Reino, quero que os valores de Cristo estejam presentes em todos os lugares, inclusive nos nossos governos, órgãos judiciais e legislativos. Aí faço a opção por uma discreta abordagem transversal da mensagem da cruz que me parece mais significativa do que a colocação de crucifixos nas paredes.
Abraços.
Concordo com você Rodrigão. Até hoje, a presença do crucifixo não trouxe um comportamento novo para os funcionários que já se acostumaram a ele, e sequer devem lembrar quem era Jesus, ao olhar para cruz.
Eu postei muito mais pela essência do protesto que pelo símbolo.
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